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terça-feira, 6 de março de 2012

Uma respeitada senhora que renasce

Após uma publicação razoavelmente regular de 1980 a 2002 (e de um número temático em 2005), renasceu das cinzas a revista Estudos Moçambicanos, publicada pelo também histórico e respeitado Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane.

Soube há dias, pelo blog de Carlos Serra, que o lançamento será hoje, na Biblioteca Central da UEM.
Daqui envio os meus desejos de sucesso e de regular longevidade nesta sua segunda vida, tanto mais que é muita e interessante a pesquisa actual acerca de Moçambique, feita quer por estrangeiros quer, felizmente, por cada vez mais moçambicanos.
Dessa forma, se durante anos a Estudos Moçambicanos foi tão importante pela escassez de revistas de ciências sociais acerca de Moçambique (vejam aqui os vários números, muitos com PDFs disponíveis) , hoje volta a sê-lo pelo muito - e bom - que se escreve acerca do tema.





O cardápio deste número, para o qual tenho a honra e prazer de contribuir com um artigo sobre a adivinhação e o sistema de pensamento que lhe serve de base, é atractivo e diversificado.
Mas, sem desprimor para nenhum dos outros, permitam-me que (devido aos meus próprios interesses temáticos e à oportunidade que tive de o ler, ainda em manuscrito) destaque e aconselhe especialmente a leitura do excelente artigo «Eles fingem que nos pagam, nós fingimos que trabalhamos», de João Feijó.

Tenham boas leituras, então.

domingo, 17 de julho de 2011

Entrevista de Carlos Serra

A propósito do próximo lançamento do seu livro Chaves das Portas do Social, o sociólogo moçambicano Carlos Serra concedeu uma elucidativa entrevista ao jornal O País.

A ler.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Julgamentos de feitiçaria, hegemonias locais e relativismos

É capaz de ter piada para quem goste de cenas exóticas e de africanices. O que, por si só, é uma muito respeitável motivação para ler.

Para mim, representa um pouco mais que isso, quer em termos pessoais quer por se tratar da área em que, provavelmente, o trabalho das ciências sociais pode ter maior visibilidade e (com todas as boas vontades) maiores efeitos perversos e negativos em Moçambique.

Falo de um artigo no Buala, um site que muito prezo, acerca de julgamentos de feitiçaria e de como as "pluralidades jurídicas" e as aplicações acríticas do relativismo cultural aos direitos das pessoas acabam por reforçar e legitimar as desigualdades e hegemonias locais, reproduzindo violentos mecanismos de dominação.

Tough stuff, portanto... Ouço as facas a afiarem-se.

terça-feira, 1 de março de 2011

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Moda zombie

Será mesmo verdade que a UDP regressou do túmulo e do além, para pôr o BE a fazer esta moção de censura?

(e já que se fala de zombies, vejam este texto dos Comaroff)
Adenda: a pedido de um comentador, afixei aqui uma explicação do porquê da pergunta.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Alternativas a sul


Já está disponível o número temático da revista Alternatives Sud dedicado ao "Estado das Resistências em África".

No índice (consultável aqui), consegui descortinar artigos acerca dos dois Congos, Camarões, Gabão, Etiópia, Quénia, Tanzânia, Benin, Burkina Fasso, Costa do Marfim, Guiné, Guiné-Bissau, Mali, Niger, Nigéria, Senegal, Togo, África do Sul, Angola, Botswana, Moçambique, Madagáscar e Zimbabwe.

Um largo cardápio, para o qual me honro de ter contribuído, e que me deixa a salivar, enquanto os Correios não me fazem chegar o exemplarzinho da ordem...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Produção primeiro, segurança depois

Agora que o Monde Diplomatique de Dezembro já está a sair, disponibilizo-vos aqui o artigo que lá escrevi no mês passado, acerca da subordinação da segurança à produção e ao lucro, em indústrias perigosas.

Passa por Sines, por Cahora Bassa, pelos arredores de Maputo, pela mina de San José e pelo Golfo do México, para defender que, embora isso seja pouco estudado pelas ciências sociais (em detrimento de outros fenómenos mais scientifically sexy), existe um padrão de subalternização da segurança aos objectivos produtivos, que urge combater.

Comentários e debates são bem-vindos, depois da leitura do artigo.

sábado, 6 de novembro de 2010

«Produção primeiro, segurança depois»


« Os dois acidentes laborais mais mediáticos dos últimos anos - o derrame do poço petrolífero da British Petroleum (BP) no golfo do México e os célebres 33 mineiros resgatados em San José, no Chile - vieram dar visibilidade, junto do grande público, a um problema que os estudos especializados tendem a ignorar: a frequente subalternização da segurança aos objectivos de produção e ao lucro, na gestão corrente de indústrias perigosas.

Em curioso contraste com o quase silêncio a nível internacional, o assunto tem sido abordado em estudos sobre Portugal e Moçambique, embora nada indique que tal se devesse a algum particularismo local ou cultural. Estas novos acidentes (cujo impacto mundial tornou inevitável a divulgação das suas causas e circunstâncias) vêm demonstrar que, a existir um particularismo, ele não se situa na prática das empresas, mas no olhar que sobre elas é lançado por quem as estuda.

Os acidentes vieram também colocar na ordem do dia interrogações inquietantes. Podemos continuar a considerar um caso pontual cada novo desastre em que a segurança tenha sido subordinada a critérios economicistas, ou estamos perante um padrão sistemático? Que podemos fazer para contrariar essa tendência empresarial, com isso protegendo a vida dos trabalhadores, o meio circundante e as demais pessoas que podem ser afectadas por cada desastre? »

...continue a ler, na página 2 do Monde Diplomatique deste mês

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A Recusa de Ser Irrelevante, on-line


Para quem isso tenha passado depercebido no post anterior, aqui fica a prometida ligação para o meu artigo "A recusa de ser irrelevante", acerca dos protestos populares de 1 e 2 de Setembro em Maputo, e publicado no número de Outubro do Monde Diplomatique.

Aproveito para vos indicar dois outros textos acerca do assunto, da autoria de Luca Bussoti e de Marílio Wane.
(Obrigado ao Carlos Serra pela sua divulgação)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Jon Stewart p'ra Moçambique, já! (e, já agora, pode dar uma paradinha por aqui...)


Parece que, da mesma forma que um popular da província de Cabo Delgado pedia há uns anos ao então presidente Joaquim Chissano para «importar um monhé, para ser cantineiro», a importação de Jon Stewart para Maputo e Nampula se tornou uma necessidade premente para os moçambicanos.
Neste caso, para organizar uns desses seus comícios de restaurar a sanidade.

Eles já dariam jeito para tentar convencer a Frelimo a lidar de forma mais responsável e racional com as causas e tentativas de solução para os protestos populares de início de Setembro.
Mas tornaram-se ainda mais necessários, agora que uma reunião da cúpula da Renamo decidiu dar 45 dias ao partido governante (ufano dos seus 3/4 de deputados no parlamento) para negociar com ela um governo de transição, que depois decidiria uma data para repetir as eleições gerais (!) …

Diz o Sr. Afonso Dhlakama que essa é a única forma razoável e pacífica de parar «injustiças a mais no país», como a governação por um «partido ilegal», em virtude do «roubo de votos nas urnas». Caso contrário, «será o fim da democracia no país», pois será «obrigado a ser, de facto, belicista como dizem que sou», recorrendo «a manifestações para exigir um governo legal».
A um outro jornal, adiantou que «Se Guebuza quer a manutenção da democracia, deve aceitar esta negociação. Caso não, iremos iniciar com as manifestações que vão paralisar todo o país, à semelhança das reivindicações de 1 e 2 de Setembro nas cidades de Maputo e Matola

Ora, de facto, as últimas eleições moçambicanas foram antecedidas de uma actualização do recenseamento eleitoral em que o material informático (fornecido por um empresário de transportes ligado ao poder) sistemática e misteriosamente falhava e não tinha apoio técnico a norte do rio Save - o que aumentou o número de deputados a eleger nas províncias mais favoráveis è Frelimo, em detrimento das mais desfavoráveios.

É verdade, também, que o emergente partido MDM foi impedido de concorrer na esmagadora maioria das províncias, poupando à Frelimo a perda de 2 deputados e, à Renamo, a perda de mais 7.

É verdade, ainda, que houve assembleias de voto com 112% de votantes e houve centenas de votos (sobretudo no MDM e em Deviz Simango) anulados à dedada por membros das mesas eleitorais, por vezes mesmo à frente de jornalistas.

O que não quer dizer que, mesmo sem estas preocupantes e inaceitáveis trapaças, a Frelimo não vencesse folgadamente na mesma, e a Renamo deixasse de ser a grande derrotada, perdendo votos para toda a gente.

É curioso, também, que as reivindicações concretas avançadas por Dhlakama tenham a ver com a marginalização de oficiais da Renamo nas forças armadas e policiais (num bem real processo de partidarização do Estado, que em muito as transcende), e não com os aspectos de governação que mais afectam a vida das pessoas – isto, se exceptuarmos uma vaga queixa em relação à (também bem real) assimetria de investimento entre o sul e o resto do país.

É sintomático e preocupante, por fim, que o presidente do maior partido da oposição em Moçambique considere que «manifestações para exigir um governo legal» constituam actos próprios de belicistas e «o fim da democracia no país».

Esta incompreensão do papel e espaço democráticos da manifestação e do protesto só é compreensível (mas torna-se, com isso, mais sintomática ainda) em quem considere que «paralizar o país» com manifestações é uma acção insurreccional e um golpe de estado e se propõe a fazê-lo.

Mas isso torna ainda mais ridícula (ou se quisermos, voltando a Jon Stewart, pouco adequada à sanidade) a sua ameaça de mobilizar a população «à semelhança das reivindicações de 1 e 2 de Setembro» - essas, realizadas por pessoas que, estando contra as práticas governativas, não o querem ver nem pintado.

Mas, afinal, talvez nem seja necessário importar o tal homem.
Lembro-me agora da frase de um ferrenho renamista, que muito bem se dava e dá com a paz, quando Dhlakama ameaçou «voltar ao mato», na sequência das eleições de 1999: «Só se ele voltar sózinho!»


PS: o link feito a propósito dos ‘protestos populares do início de Setembro’ vai dar ao meu artigo para o Monde Diplomatique do mês passado, que aqui disponibilizo a quem more no estrangeiro, a quem tenha sido demasiado forreta para comprar o jornal, ou a quem esteja mesmo à rasca com a crise. O Carlos Serra adiantou-se-me na sua divulgação, o que explica o “do not copy” (não liguem a isso) e o meu temor de uma enésima intriga privada ou calúnia pública por parte de um outro bloguista sedeado em Maputo. Enfim… ossos do ofício.

domingo, 10 de outubro de 2010

A recusa de ser irrelevante

Correspondi, com toda a honra e prazer, a uma solicitação do Monde Diplomatique para contribuir no número deste mês. Trata-se de um artigo acerca dos protestos populares ocorridos em Maputo e Matola nos primeiros dias de Setembro, com o mesmo título que este post.
No entanto, só em Novembro vos disponibilizarei o texto on-line. É que se trata de uma revista que considero muito necessária e para quem, tanto quanto imagino, todos os exemplares vendidos são importantes.

Entretanto, também o habitual número temático anual da Alternatives Sud será, desta vez, dedicado a África.
Do índice, só conheço ainda o meu artigo 'Sortant «de la bouteille» : raisons et dynamiques des émeutes au Mozambique', inicialmente centrado no 5 de Fevereiro de 2008, mas que foi cortado e restruturado para também abarcar os acontecimentos deste ano.
Logo que saiba mais, informar-vos-ei.

(grato ao Carlos Serra pela imagem)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

'Bora lá ao Buala!

Já andava há uns tempos para vos sugerir uma visita ao Buala - cultura contemporânea africana, um site que num par de meses já juntou muitas e boas razões de interesse para quem tenha curiosidade (ou mais do que isso) por África e pelo que lá se faz.

Junta-se agora uma razão extra para o referir.
É que, entre os muitos textos lá disponíveis, podem agora encontrar também (com muito prazer e honra da minha parte) o meu artigo "Ser Curandeiro em Moçambique: uma vocação imposta?", que passa assim a estar disponível on-line.

Mas preparem-se para gastar um tempinho por lá. O cardápio é, de facto, tentador.

(na foto, o lindíssimo sorriso de D. Isaura)

domingo, 10 de janeiro de 2010

Saúde e Doença em Moçambique

Soube recentemente que o meu artigo "Saúde e Doença em Moçambique" (que passa pelas noções "locais" de doença, saúde e cura e pelas práticas curativas "tradicionais", mas também dá umas bicadas nos fossos pseudo-dialogantes que com elas mantém a biomedicina) já foi publicado na revista brasileira Saúde e Sociedade e está disponível aqui.

Críticas, opiniões e sugestões são, como sempre, bem-vindas.

(na foto, a concentração para o desfile do Dia Africano da Medicina Tradicional, em 2009)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Vão pondo na agenda

O lançamento do livro Um Amor Colonial será no próximo dia 15 (3ª feira), às 18 horas, na livraria Barata (Av. de Roma, Lisboa).

Trata-se da história de vida de um homem criado em Angola, e do amor que perseguiu (e acabou por perder) por Portugal, Angola e Moçambique. Segue-se um posfácio analítico.

Para aguçar o apetite, alguns excertos estão disponíveis aqui.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Debatendo em Maputo

Num teclado sem assentos, venho por este meio convidar-vos a participarem no seminario "Gemeos, Albinos e Prisioneiros Desaparecidos: 'contrato social' e violencia politica", que apresentarei quarta-feira 26/8, pelas 10 horas, no anfiteatro 1502 da FLCS-UEM.

Muita coisa a debater, visto que passa por 'crencas tradicionais', prisioneiros politicos antes e depois da independencia, desaparecidos da Operacao Producao, pelo que se diz dos corpos de todas essas pessoas e pelo 5 de Fevereiro de 2008...

Tirando esse ultimo aspecto, a base da comunicacao e' este texto aqui.

Vai ser no ambito do Ciclo de Seminarios Interdisciplinares em Ciencias Sociais e Humanas.

sábado, 18 de julho de 2009

A minha alma está parva


Na minha passagem de rotina pelo meu "armazém" no 4shared, tive a surpresa de verificar que são já 635 as pessoas fizeram downloads de artigos que lá disponibilizei, com links a partir do Antropocoiso.

Para além de me surpreender, isto alegra-me por duas razões:

Em primeiro lugar, porque suponho que quem escreve artigos o faz para que eles sejam lidos, e no pressuposto (certo ou errado) de que essa leitura vale a pena.
Ora, para quem ouviu o director de uma respeitadíssima revista científica esclarecer que, salvo casos excepcionais, nos devemos dar por satisfeitos se 20 pessoas lerem com atenção um artigo nosso, é muito agradável ver 3 deles ultrapassarem os 100 downloads e 7 outros serem descarregados de 50 a 90 vezes.
Para quem esteja habituado a publicar muitos milhares ou milhões, isto é motivo para rir. Para mim, é uma indicação de que valeu a pena escrevê-los e de que valeu a pena criar este blog.

Em segundo lugar, esta procura alegra-me porque defendo que a produção científica deveria ser entendida como um património social, livremente acessível a todos.

Isto porque, por um lado, para que alguém seja cientista houve um enorme investimento da sociedade, que tem, por isso, o direito de usufruir do conhecimento que produza - mesmo que esse investimento social venha a ser aplicado numa instituição privada.

Por outro lado, porque mesmo as mais criativas e inovadoras teorias e análises, que só aquela pessoa específica poderia pensar, só são possíveis devido a um longo processo colectivo de produção de conhecimento, em que o mais genial dos cientistas é apenas mais um elo de uma longa cadeia.

E, assim sendo, aqui vos deixo (por ordem de 'downloadagem') a lista de artigos que disponibilizo em acesso livre:

O linchamento como reivindicação e afirmação de poder

Antropologia à porta de casa (parte do Posfácio deste livro)

Determinismo e caos, segundo a adivinhação moçambicana

Gémeos, albinos e prisioneiros desaparecidos: uma teoria moçambicana do poder político

Saúde, doença e cura em Moçambique

Quando a identidade é um perigo: consequências das mutações identitárias na Refinaria de Sines

Posfácio analítico do livro Um Amor Colonial

Moçambique actual, continuidades e mudanças

Tecnologia industrial e curandeiros - partilhando pseudodterminismos

Poder, morte e linchamentos em Moçambique

Há uma cultura do risco?

O lobolo do meu amigo Jaime

Crónicas dos motins: Maputo, 5 de Fevereiro de 2008

Wining back our good luck - bridewealth in nowadays Maputo

Dragões, régulos e fábricas: espíritos e racionalidade tecnológica na indústria moçambicana

«It's just the starting engine» - the status of spirits and objects in south Mozambican divination

The homecomer: postwar cleansing rituals in Mozambique


Entretanto, quase outros tantos artigos estão (ou estarão em breve) disponíveis para download livre aqui.

domingo, 12 de abril de 2009

Lançamento 2ª feira


É lançado 2ª feira às 18h 30m, na Livraria Bulhosa de Entrecampos, o livro Migração, Saúde e Diversidade Cultural.
Organizado por Elsa Lechner, tem por lá este meu artigo.

Sejam bem-vindos.

terça-feira, 10 de março de 2009

Migração, Saúde e Diversidade Cultural


Chegou-me há poucos dias às mãos o livro Migração, Saúde e Diversidade Cultural, organizado por Elsa Lechner e de que podem ver as primeiras páginas aqui.

Embora tivesse assistido a várias das comunicações que lhe servem de base, tem sido um prazer ir saltando de capítulo em capítulo, à medida da minha disponibilidade e interesses.
Não é por lá ter um artigo (disponível aqui) mas, meus caros, está-me a parecer um livro essencial para quem se interesse por estas temáticas.

Avisarei, quando souber a data e local do seu lançamento.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Lá vou eu andar à volta dos linchamentos...


Amanhã, seguirei para Braga onde, para além de rever amigos se conseguir, irei participar no Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais.

Entre tanto tema interessante, lá havia de ser "cravado" para integrar um grupo de trabalho sobre Linchamentos, com gente que tem dedicado muitíssimo mais tempo ao tema do que a minha modesta passagem teórica por ele: os paulistas José de Souza Martins, Sérgio Adorno e Jaqueline Sinhoreto e o moçambicano Carlos Serra.
A origem dessa presença, vários de vocês o saberão, é o artigo que está disponível para download aqui, que desenvolve algumas reflexões afixadas cá no blog.
Lá estarei, então, às 16h15m de sexta-feira, honrado com a companhia e convite, e desejoso de aprender umas coisas.

Os meus sentimentos estão, no entanto, divididos.
Embora vários colegas me tenham estimulado a aprofundar a questão e propostas que sugiro no tal artigo, trata-se de um tema muito violento emocionalmente e que, pelo menos a mim, deixa marcas - pois não tenho a saudável capacidade de sentir os "objectos de estudo", que são pessoas, como tubos de ensaio num laboratório.

Ainda por cima, andei também há pouco a trabalhar acerca de um outro tema pesadote: gémeos, albinos, prisioneiros políticos, Operação Produção...
A coisa deu aso a uma outra honra, a selecção do artigo respectivo (download aqui) para publicação na Travessias, a revista que será distribuída no Congresso.
Mas, as duas juntas, dão-me uma vontade de parar de pensar em violência extrema e socialmente aceite que vocês nem imaginam.

Não há por aí ninguém interessado em financiar uma pesquisa sobre criancinhas felizes, amimaizinhos amorosos ou jazz?