segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Um euro de boa surpresa
É inevitável que nos vão escapando alguns livros de um escritor muito activo de que gostemos.
A "Parábola do Cágado Velho", de Pepetela, foi até à semana passada um desses casos.
Passando no quiosque dos jornais, lá estava ele, nessa colecção que vai saindo a 1 euro.
Tenho? Não tenho? Será que li emprestado?
Mas como, há coisa de um ano atrás, andei a correr quiosques e tabacarias até açambarcar o número de exemplares do "As Duas Sombras do Rio" (do João Paulo Borges Coelho) que fosse suficiente para colocar esse meu mui amado romance em cada uma das casas a quem dou presentes de natal, lá pensei que, mesmo que tivesse, não se perdia nada.
Afinal, não tinha.
E foi o livro que mais prazer me deu ler no último par de meses.
Por 1 euro, o que é que querem que vos diga?
Vão até à tabacaria da esquina, enquanto há!
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Anda uma "Semana do livro" pelo Facebook
«O que resiste à universalidade é a dimensão propriamente inumana do Próximo.»
Aceitam-se apostas.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Às vezes, vale a pena escrever
Estou de acordo com o António Paço: um dia em que um ditador foge do país à frente de protestos populares e Berlusconi deixa de ser inimputável pelos seus crimes e aldrabices é mesmo de uma safra excepcional.
(Mesmo que a reforma do Le Pen não pareça mudar muito e continuemos ensombrados pelas cheias na Austrália e no Rio de Janeiro, para além da tal de crise...)
Uma safra de tal forma excepcional que não resisto a acrescentar-lhe outra boa notícia, que tenho andado a guardar para as pessoas mais próximas durante as últimas semanas.Saberão alguns de vós que escrevi, há coisa de um ano, um despretencioso livro que conta a história de vida de um transcontinental homem dos sete ofícios, Álvaro, centrado no enredado e nómada grande amor da sua vida, com a Rosita (há alguns excertos disponíveis aqui).
Ora acontece que uma leitora ficou emocionada com a história e conseguiu descobrir a Rosita numa cidade do interior.
Acontece que o Álvaro estava excepcionalmente em Portugal, para tratamento médico.
Acontece que ambos se queriam rever e se reencontraram, 40 anos depois. E continuaram a rever-se.
Acontece que estão felicíssimos com isso.
Diria o saudoso outro que «Assim acontece».
Diz a minha senhora que ganhei um lugar no céu.
Digo eu que, às vezes (às vezes...), vale a pena escrever livros.
(E, para não estragar o dia, o planeado post sobre uma forma alternativa de ver económica e politicamente a crise vai ter que esperar.)
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Uma prenda africana
Agora que estão todos, aqui vos deixo a lista, com um grande obrigado e um ainda maior abraço ao Carlos.
I - Metodologia e pré-história da África
II - África antiga
III - África do século VII ao XI
IV - África do século XII ao XVI
V - África do século XVI ao XVIII
VI - África do séc. XIX à década de 1880
VII - África sob dominação colonial, 1880-1935
VIII - África desde 1935
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Alternativas a sul
Já está disponível o número temático da revista Alternatives Sud dedicado ao "Estado das Resistências em África".
No índice (consultável aqui), consegui descortinar artigos acerca dos dois Congos, Camarões, Gabão, Etiópia, Quénia, Tanzânia, Benin, Burkina Fasso, Costa do Marfim, Guiné, Guiné-Bissau, Mali, Niger, Nigéria, Senegal, Togo, África do Sul, Angola, Botswana, Moçambique, Madagáscar e Zimbabwe.
Um largo cardápio, para o qual me honro de ter contribuído, e que me deixa a salivar, enquanto os Correios não me fazem chegar o exemplarzinho da ordem...
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Livros p'ró Natal
É verdade que ainda é um bocado cedo. Mas, como as coisas andam, não são de perder estas oportunidades - seja para prendas, seja para se levar aquele livro que se namora há uns tempos, mas era carote.
Está a decorrer até dia 19 a já habitual Feira do Livro do Instituto de Ciências Sociais, abrangendo as publicações da Imprensa de Ciências Sociais e os números da revista Análise Social.
Tudo com descontos substanciais, muitas vezes acima dos 50%.
É fartar, vilanagem!
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Um padrão que urge quebrar
«Um terceiro grande vector de potenciação do perigo decorre, contudo, das próprias relações sociais e de poder existentes no espaço laboral. Verifica-se, de facto, que as chefias desenvolvem frequentes pressões para que, a fim de melhorar os resultados de produção (mantendo ou aumentando o seu volume, evitando uma paragem ou acelerando um arranque), os trabalhadores executem intervenções ou adoptem procedimentos que, embora mais expeditos, são mais perigosos.» (p. 272)
Antes da explosão e derrame no Golfo do México, a BP recebeu vários estudos que alertavam para a pouca fiabilidade dos sistemas de segurança e apelavam à suspensão da perfuração, mas ignorou-os a fim de maximizar os seus lucros.
Três horas antes da derrocada que isolou os célebres 33 mineiros chilenos, estes alertaram a direcção da mina para barulhos muito fortes e pediram para sair, mas não foram autorizados a abandonar a produção.
Quando, em 2000, escrevia a tese que conduziu ao livro sobre a refinaria de Sines que inicialmente citei, não encontrei outros livros ou artigos que abordassem a subalternização (e incumprimento) das medidas de segurança aos objectivos de maximização da produção e dos lucros, por parte de empresas cuja actividade é perigosa.
10 anos depois, a questão continua a ser minimizada ou ignorada.
No entanto, vamos encontrá-la sistematicamente no centro dos grandes acidentes mais mediáticos e é plausível que ela esteja na base de muitos outros casos que não despertam o interesse da imprensa.
Mesmo as empresas que repetem à exaustão, aos seus quadros e operários, «safety first, production second» nos demonstram, através da sua preocupação e insistência, que o perigo de que o contrário aconteça é bem real e quase uma tendência esperada em indústrias desse tipo.
Cada novo caso de que temos conhecimento nos indica que nenhum deles é um particularismo local ou cultural, um pontual desvio perverso.
Aquilo que eles nos mostram é um padrão sistemático, não de negligência, mas de consciente subordinação da segurança aos critérios economicistas.
Um padrão que só será domável ou quando a (má) experiência e a (boa) racionalidade de uma empresa leva a uma política activa de combate a essa tendência, ou quando as empresas são a isso obrigadas, através de regulamentação e controle exterior.
Um padrão, afinal, que urge quebrar.
A nível nacional e internacional.
O que passa, antes de mais, por reconhecer que o problema existe e é fulcral.
Depois, por o tornar visível e explícito, para as epresas e para a sociedade.
E, claro, por tomar medidas que o combatam.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Um livro novo sobre a crise financeira e orçamental
Apresentação e lançamento 4ª feira, às 18 horas, no ICS (Av. Prof. Aníbal Bettencourt 9, a Entre-Campos).
domingo, 10 de outubro de 2010
A recusa de ser irrelevante
No entanto, só em Novembro vos disponibilizarei o texto on-line. É que se trata de uma revista que considero muito necessária e para quem, tanto quanto imagino, todos os exemplares vendidos são importantes.
Entretanto, também o habitual número temático anual da Alternatives Sud será, desta vez, dedicado a África.
Do índice, só conheço ainda o meu artigo 'Sortant «de la bouteille» : raisons et dynamiques des émeutes au Mozambique', inicialmente centrado no 5 de Fevereiro de 2008, mas que foi cortado e restruturado para também abarcar os acontecimentos deste ano.
Logo que saiba mais, informar-vos-ei.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Parabéns, Zé Neves!
Então, minha gente, o Prémio Sedas Nunes 2010 distinguiu José Neves, com o livro Comunismo e Nacionalismo em Portugal!
Daqui envio ao Zé um forte abraço de parabéns e o desejo de muitos mais sucessos futuros.
E segue também um grande abraço para o Harry West, que mereceu uma Distinção Especial do júri, pelo seu também excelente livro Kupilikula - o poder e o invisível em Mueda, Moçambique.
São duas obras que a todos aconselho.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Ia lá visitar pastores
Nesta quentura em que nada parece acontecr para além de fogos, vão continuando a chegar daqueles anúncios de morte que preferíamos não ouvir.
Desta vez, faleceu Ruy Duarte de Carvalho, antropólogo angolano que se espraiou também pela poesia, as artes plásticas e o cinema, mas de que recordo sobretudo Vou Lá Visitar Pastores, um livro de uma sensibilidade quase tão grande como o seu título.
Como se diz "tristeza" em Kuvale?
sábado, 7 de agosto de 2010
Um número bonito
Estando o contador de visitas a aproximar-se veriginosamente dos 50.000, decidi celebrar, oferecendo um exemplar autografado do meu último livro ao primeiro visitante que se identificar aqui na caixa de comentários, depois de passado esse número.
Boa leitura.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
"Um Amor Colonial" em Sines
Será na antiga Igreja da Misericórdia, a dois passos do castelo, e cabe-me a honra de ter como apresentador o meu velho amigo Luís Patta.
Depois disso, suponho, toda a gente irá assistir à abertura do Festival Músicas do Mundo, ali ao lado.
E, aqui entre a gente, se não vierem ao livro não percam, pelo menos, o Festival.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Profissão e Vocação
Cabe a honra da apresentação a Cristiana Bastos, a Manuel Valente Alves, a Rui Toscano e a este vosso amigo blogueiro.
Penso que vai dar uma boa conversa.
Apareçam.
domingo, 30 de maio de 2010
Citações de café (24)
Da sociologia dos especialistas
«Bem, professor...», respondia um deles. «São dados públicos, se se procurar. Estão nos relatórios de contas dos sindicatos, na parte das quotas.»
quinta-feira, 6 de maio de 2010
A gente vê-se na Feira

Dando seguimento ao que se vai tornando um simpático hábito anual, estarei este sábado na Feira do Livro de Lisboa, para uma sessão de autógrafos e conversa com quem quiser aparecer.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Uma entrevista engraçada
O motivo imediato foi o meu livro Um Amor Colonial, sendo a conversa conduzida por Vítor Bandarra, a quem muito agradeço o convite.
O horário é que é adaptado a estas coisas da cultura e do "serviço público":
O programa passará na TVI na próxima 2ª feira às 6 da manhã, sendo repetido na TVI 24 no domingo seguinte, às 8 horas.
Não é caso para vos desejar insónias, mas aqui fica o aviso.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Compra directa do livro
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Muito Obrigado!
Com um agradecimento especial ao Jorge Vala, pela excelente apresentação, e à livraria Barata e ao Bruno Silva, pelo espaço, profissionalismo e óptimas condições.
E, já que é maré de agradecimentos, muito obrigado também a quem tornou este livro possível, ou o tornou melhor com a sua leitura crítica do manuscrito.
Álvaro Pereira, o seu protagonista, as Edições Cosmos e diversos colegas e amigos: Maria José Arthur, Cristiana Bastos, João Paulo Borges Coelho, Alexandre Mate, José Machado Pais, Marta Penilo, Joana Ribeiro, José Manuel Rolo, Omar Ribeiro Thomaz e, de novo, Jorge Vala.
A alegria deste lançamento foi, hoje, mitigada pela assustadora notícia de que Álvaro Pereira teve há pouco um problema grave de saúde.
Diz-me ele que o caso não deixou sequelas e que está em franca recuperação.
Que a alegria de ter o livro na mão possa apressar as suas melhoras!
Entretanto, o livro parece só estar ainda disponível na Barata e na Ler Devagar, esperando-se em breve a sua chegada à Bulhosa.
Se estão com curiosidade e pressa, já sabem onde procurá-lo.















