quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Los 33 ( se puede reproducir libremente)
Luis Sepúlveda
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Cueca de la C.U.T.
Muito obrigado.
O trabalho de uma vida
Particularmente, aquelas pessoas que conseguiram utilizar o seu conhecimento, criatividade e experiência para inventarem uma forma alternativa e segura de os trazer de volta até nós, mais de 2 meses antes da previsão inicial.
Há, realmente, alturas e soluções que valem e fazem valer toda uma vida de trabalho.
Pouco depois, ouvi o mineiro Mario Sepulveda pedir que não os passem a tratar como estrelas de cinema, e lembrar, no meio da sua alegria, que aquilo que aconteceu obriga a que se repensem as condições de segurança em que se trabalha nas minas chilenas.
E, imperceptivelmente, dei por mim a cantarolar o hino da C.U.T.
E orgulhoso de me sentir seu irmão.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
François Houtart para Nobel da Paz
Conheço o seu trabalho e vida. Assinei aqui.
Pensem nisso.
domingo, 10 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
O verdadeiro empreendedorismo
Que, se há em Maputo alguém que mereça o epíteto de "empreendedores" (com que enchem a boca aqueles a quem sobram capitais vindos não se sabe muito bem de onde e que só os aplicam em negócios não-produtivos), esse alguém são os desempregados e desempregadas "formais" que, anos a fio, viram o mundo do avesso a descobrir e inventar todo o tipo de actividades e pequenos negócios que ponham comida na mesa lá de casa.
Nem de propósito, este é o cartoon de hoje das sul-africanas Madam & Eve.
Enjoy.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Ainda a crise que nos crisa
Que, já agora, vos re-apresento.
sábado, 21 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Treino conjunto com touros tem melhorado espectacularmente as marcas dos atletas de 3.000 metros obstáculos
O sistema, com o nome de código "black bull dá-te asas", parece contudo só resultar sobre tartan.
É que têm havido uns problemazitos quando os sovinas dos ganadeiros os querem, depois, reciclar para touradas.
domingo, 15 de agosto de 2010
Começo a sentir-me um Pereira que afirme alguma coisa...
Tem sido demasiado obituário, e demasiado justificado escrevê-lo, para o meu gosto.
Agora, foi Abbey Lincoln, com quem me cruzei pela primeira vez neste extraordinário disco e que, depois disso, aprendi a admirar como cantora e como activista.
Ouçam-na.
E, por favor, gentes que admiro, parem de morrer.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Ia lá visitar pastores
Nesta quentura em que nada parece acontecr para além de fogos, vão continuando a chegar daqueles anúncios de morte que preferíamos não ouvir.
Desta vez, faleceu Ruy Duarte de Carvalho, antropólogo angolano que se espraiou também pela poesia, as artes plásticas e o cinema, mas de que recordo sobretudo Vou Lá Visitar Pastores, um livro de uma sensibilidade quase tão grande como o seu título.
Como se diz "tristeza" em Kuvale?
terça-feira, 20 de julho de 2010
Fim de festa e xenofobia

... e uns se vão adaptando como podem ao pós-World Cup ...

... outros fogem da África do Sul, ameaçados pelos vizinhos com a reedição dos ataques xenófobos de 2008 e do início deste ano.
Um assunto a discutir?
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Como é que os serviços de espionagem norte-americanos têm acesso aos SMS trocados em Portugal, através de redes telefónicas portuguesas?
Podem as empresas nacionais de telecomunicações esclarecer que acordos o possibilitam, e de onde vêm? E ser punidas pela quebra da legislação e dos seus compromissos de confidencialidade?
Pode o Governo esclarecer se tem conhecimento, se autorizou, e com base em que direito? E, se não, tomar medidas punitivas e reparatórias?
Pode a Comissão Parlamentar de Liberdades e Garantias controlar o caso, como lhe compete, exigir responsabilidades e reverter a situação?
Pode o Estado português tomar as medidas diplomáticas que se impõem, caso esta espionagem dos seus cidadãos, no seu país e por um estado estrangeiro não recebeu a sua autorização?
Podemos nós deixar de achar normais os mais inacreditáveis abusos que sobre nós são cometidos?
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Rai's parta o polvo!
Na minha simpatia pela Holanda, não liguei muito ao teutónico polvo adivinho.
Fiquei mais preocupado quando, de Amsterdão, um amigo me enviou um SMS que dizia "Nosotros comemos polvo", palavra que conhece dos menus de restaurantes portugueses.
Os mais versados na língua de nuestros hermanos saberão porquê; é que, com aquele nosotros que ele pretendia em português, polvo deixava de referir-se ao simpático octópode para querer dizer "pó".
Mau sinal...
Mas enfim... Acabado o jogo, sempre sobraram as celebrações em campo com a bandeira da Catalunha, em dia de manifestação em Barcelona contra uns cortes judiciais bem significativos no estatuto da região.
E sobrou o interesse e curiosidade, por toda a Europa, pelo tal de polvo adivinho.
Ora escrevia, há uns bons anos atrás, o meu colega e amigo Philip Peek (a quem também devo as fotos que se seguem) que a história e a antropologia não conhecem nenhuma cultura onde não exista alguma forma de adivinhação.
Essa coisa de dar sentido ao aleatório e de tentar prever o imprevisível parece, então, ser uma necessidade humana universal. Mesmo quando, em vez de polvos, se usam as probabilidades estatísticas - muitas vezes com inferior sucesso, o que diz mais sobre as limitações das segundas do que sobre as virtualidades dos primeiros...
Mas aproveito esse interesse e curiosidade para partilhar, com quem ainda não tenha tido oportunidade de o saber, que essa coisa dos animais adivinhos está longe de se ficar pela estrela de oito pontas do momento. É, pelo contrário, bastante frequente e espalhada.
Por exemplo, no norte de África, do Magrebe aos inefáveis Dogon, as raposas dão um jeitão.
Desenha-se uma grelha no chão, deixam-se uns belos petiscos em determinados pontos e, no dia seguinte, vem-se ver pelas pegadas quais é que a raposa comeu, por que ordem e fazendo que percursos.
Depois, segundo um sistema de permutações que nada fica a dever ao respeitável I-Ching chinês, lá se fica a saber aquilo que se quer.
Mais abaixo, os Baule têm uns ratinhos que também fazem o serviço mas, tal como o polvo alemão, a resposta fica-se entre duas possibilidades.
Nos Camarões, o pessoal não se dá por satisfeito com isso. Os felpudos aranhões que, por lá, são profissionais da adivinhação têm muito por onde escolher, de entre placas divinatórias com diferentes significados.
Correndo o risco de virarem um petisco se se enganarem muito, também os caranguejos camaroneses têm uma tarefa complexa e muito por onde escolher...
Uma coisa curiosa é que esses animais adivinhos são, sistematicamente, mudos.
E quando o barulho que fazem é demasiado evidente para ser ignorado (como no caso das raposas), há um importante mito que conta como perderam elas a voz que, afinal, até têm.
Em Moçambique, por seu lado (e embora por lá a adivinhação animal seja extremamente rara), é ponto assente entre adivinhos e curandeiros que todos os seres vivos que falam podem ser enganados.
Por isso o ovo (que é vivo mas não fala) é um componente essencial das misturas de produtos destinadas à protecção das pessoas ou bens.
E por isso os conjuntos de adivinhação (através dos quais falam os espíritos) podem enganar-se.
Confesso que este tipo de continuidades me parecem bastante mais interessantes (e muitíssimo menos casuais) do que os gostos futebolísticos do nosso amigo polvo.
sábado, 3 de julho de 2010
Homenagem ao Ghana
Quando a batotice é premiada, que pelo menos os trabalhos chatos como carimbar os selos de correio tenham direito a músicas assim.
(com um obrigado ao Pedro)
segunda-feira, 28 de junho de 2010
'Bora lá ao Buala!
Junta-se agora uma razão extra para o referir.
É que, entre os muitos textos lá disponíveis, podem agora encontrar também (com muito prazer e honra da minha parte) o meu artigo "Ser Curandeiro em Moçambique: uma vocação imposta?", que passa assim a estar disponível on-line.
Mas preparem-se para gastar um tempinho por lá. O cardápio é, de facto, tentador.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
Profissão e Vocação
Cabe a honra da apresentação a Cristiana Bastos, a Manuel Valente Alves, a Rui Toscano e a este vosso amigo blogueiro.
Penso que vai dar uma boa conversa.
Apareçam.

















