Ver o FMI a sentir-se na obrigação de dizer que as políticas de austeridade não podem ser a única resposta à crise, sob pena de agravarem o problema, diz realmente muitíssimo acerca do mundo em que vivemos e dos políticos do centrão europeu...
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Reflexões ociosas - 6
Há pouco, li Kolakowski sustentar, num quadro de crítica aos marxismos e à visão dos crimes stalinistas como uma sua adulteração casual, que «o mal, eu afirmo, não é contingente, não é ausência, ou deformação, ou a subversão da virtude, mas um facto obstinado e irremissível».
Parece-me que a questão está mal colocada. Talvez por Kolakowski ter sido tão estruturalmente judaico-cristão como os sacerdotes dos "marxismos" no poder.
Pela minha parte, diria que a relação entre "virtude" e "mal" é bem diferente dessa, e muitíssimo mais generalizada (e verificável) nos mais diversos contextos da vida política e social.
Diria, antes, que a busca e imposição pública da virtude e da pureza se torna inevitavelmente maléfica (para além de repressiva) nos seus métodos, práticas e consequências.
Um efeito perverso? Talvez. Mas sistemático e permanente.
Parece-me que a questão está mal colocada. Talvez por Kolakowski ter sido tão estruturalmente judaico-cristão como os sacerdotes dos "marxismos" no poder.
Pela minha parte, diria que a relação entre "virtude" e "mal" é bem diferente dessa, e muitíssimo mais generalizada (e verificável) nos mais diversos contextos da vida política e social.
Diria, antes, que a busca e imposição pública da virtude e da pureza se torna inevitavelmente maléfica (para além de repressiva) nos seus métodos, práticas e consequências.
Um efeito perverso? Talvez. Mas sistemático e permanente.
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Rés Pública
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Segundo o Público, «mais de 1200 bolsistas fora da universidade»
Aguardam-se declarações do bancário Ricardo Salgado, para apurar se a flutuação das cotações bolseiras do BES poderá ter um impacto negativo sobre os salários dos banqueiros que trabalham aos balcões da instituição.
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domingo, 10 de outubro de 2010
Reflexões ociosas - 5
Será que os sentimentos suscitados por uma violação têm algo de semelhante à angústia que sentimos quando somos obrigados a, rendendo-nos às evidências, pararmos de inventar dúvidas, desculpas e circunstâncias atenuantes para as calúnias, intrigas e filhas-da-putice práticas que nos fizeram pessoas que considerávamos amigas?
Ou à humilhação de verificarmos que ainda andámos, quixotescos, a defender quem há muito nos sacaneava?
Ou à revolta e incredulidade por nos vermos publicamente acusados, por elas, daquilo que elas próprias nos fizeram?
E será que, aí chegados, tudo isto não devia ser já irrelevante?
Ou à humilhação de verificarmos que ainda andámos, quixotescos, a defender quem há muito nos sacaneava?
Ou à revolta e incredulidade por nos vermos publicamente acusados, por elas, daquilo que elas próprias nos fizeram?
E será que, aí chegados, tudo isto não devia ser já irrelevante?
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Reflexões Ociosas - 4
É verdade que eu sou novo nesta coisa dos blogs.
Mas, mais de 2 anos depois, continuo sem perceber onde reside o prazer de chamar "filhos-da-puta" e "vómitos" àqueles de quem se discorda, ou que carências vem isso suprir.
Mas, mais de 2 anos depois, continuo sem perceber onde reside o prazer de chamar "filhos-da-puta" e "vómitos" àqueles de quem se discorda, ou que carências vem isso suprir.
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quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Reflexões ociosas - 3
Quem lança mão de todos os meios para tentar secar o mundo à sua volta e ficar apenas rodeado de discípulos submissos costuma ter, como se diz no Alentejo, "uma morte de grilo":
Com a cabeça enfiada num buraco e os (tais) miúdos a mijarem-lhe em cima.
Com a cabeça enfiada num buraco e os (tais) miúdos a mijarem-lhe em cima.
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segunda-feira, 12 de maio de 2008
Reflexões ociosas - 2
Não "fica na história" quem está obcecado com isso, mas quem age para a mudar - mesmo que isso signifique tentar impedir que ela mude.
Na história da ciência, contudo, o espaço destes últimos costumam ser as páginas de anedotário.
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quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Reflexões ociosas - 1
O problema dessa ideia caridosa de que o ridículo mata é que, normalmente, as potenciais vítimas mais merecidas não percebem a ironia (ou mesmo o sarcasmo) quando lhes é aplicado.
Só se as coisas lhes forem ditas mesmo à bruta.
Só se as coisas lhes forem ditas mesmo à bruta.
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