segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Eu cá prefiro o IgNobel


Nestes tempos em que a hiper-burguesia descobriu, com espanto, que a economia não é só a bolsa e os negócios financeiros em cima de coisa nenhuma, suponho que faz sentido atribuir o Nobel da economia a quem estuda os padrões do comércio e a localização das actividades económicas.

Mas confesso que me pareceria mais apropriado o tal estudo acerca do efeito do ciclo ovulatório das dançarinas eróticas sobre as gorjetas que recebem.
Teria mais piada e deve ser muito mais compreensível para quem, brincando com biliões para aqui, biliões para ali, nos dá cabo da vida.

Quando os líderes não têm juizo...

... até o bebé chorão ganha com um Renault.

Entretanto, o Hamilton acha que ameaçar um adversário de despiste e bater-lhe mesmo deviam ter punições diferentes...
E o Massa acha que acertar em cheio em alguém que o ultrapassou não deve ser punido, porque jura pelas alminhas que nem foi de propósito. E até deve ter razão, porque quando abalroou o Bourdais este é que foi punido...

É verdade que as contas para o campeonato ficam emocionantes.
Mas tudo isto me começa a tirar a vontade de ver mais algum Grande Prémio este ano.

nota: a foto é de um plenário sindical lá na Renault. Como se vê, em grande unidade de esquerda trazida pela crise, pois o senhor do fato-macaco (do PS a julgar pelo punho esquerdo), está a apoiar a mesma proposta que os outros (que, pelo punho direito levantado, são comunistas). O director (à esquerda, em baixo) também está eufórico, embora preocupado com a carteira e um bocado à rasca por se fazer passar por vermelho; por isso, algo me diz que devem ter decidido mais uma nacionalização dos prejuizos.

sábado, 11 de outubro de 2008

Já não se pode ser prof


Na ida ao blog do Carlos Serra, dei com este bela imagem, que dedico aos professores do meu país, lixados por uma senhora que dizem que era minha colega, antes de virar ministra.

Linchamentos recrudescem em Moçambique

Carlos Serra dá-nos desde ontem conta de um recrudescimento nos linchamentos urbanos e periurbanos em Moçambique, com 7 mortos nos últimos dias.

Com uma sequência impressionante nos primeiros meses do ano, estes linchamentos (embora não os rurais, que parecem ter dinâmicas e sentidos diferentes) tinham-se tornado relativamente raros desde o momento em que os emigrantes moçambicanos se tornaram vítimas de violência e linchamentos xenófobos na vizinha África do Sul, em Maio deste ano.

Que esse efeito traumático tivesse estancado os linchamentos domésticos era, aliás, coerente com a minha sugestão de que eles constituiam, também e entre outras coisas, formas ritualizadas de reivindicação e afirmação de poder sobre a vida da comunidade, num quadro de incerteza e de sensação de abandono por parte do estado.

Se essa minha sugestão de leitura do fenómeno tem algum mérito, justifica-se perguntar que razões puseram fim à acalmia dos últimos meses.

Será que a mera passagem do tempo neutralizou o efeito traumático dos acontecimentos de Joanesburgo, permitindo de novo pôr em prática formas extremas de punição pública e de expressão política?

Será que alguma coisa fez agravar o sentimento popular de abandono e de que são irrelevantes para os mais poderosos e ricos?
E, a ser assim, será plausível que a catadupa de casos de corrupção e desvio de fundos (onde se destaca o de um ex-Ministro do Interior e vários generais durante o exercício do cargo) possa ter sido uma nova gota de água, num país onde é popularmente aceite que os dirigentes "comam mais", mas não que "comam sozinhos" e à custa da fome de quem administram?

Pedem-se e aceitam-se hipóteses e opiniões!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

PS promete questionar a Constituição


Esperava muitos argumentos curiosos na discussão das propostas de Lei que pretendem abolir a proibição de casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas ainda a coisa não começou e já as minhas expectativas humorísticas foram ultrapassadas.

Leio que o PS, com disciplina de voto como se se tratasse do Orçamento de Estado ou de uma Moção de Censura ao governo, vai votar contra, com uma declaração de voto a dizer que afinal é a favor.

Leio também que não promete para a próxima legislatura a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas "um amplo debate nacional sobre igualdade e orientação sexual".

Mensagens que passam:

1 - O PS vota contra, porque está a favor. Mas... olhem: vocês não percebem, porque isto é política.

2 - Ou o partido que nos governa não percebeu que promete sujeitar a "amplo debate nacional" o princípio constitucional que proibe a discriminação com base na orientação sexual (entre outras coisas, como "raça", género ou confissão religiosa), ou então coloca a hipótese de o fazer e consequentemente, coloca a hipótese de o abolir, caso o "amplo debate" assim determine.

3 - Quando o nosso primeiro mete os pés pelas mãos nalgum assunto, a partir daí é cada cavadela sua minhoca.
4 - Como a bancada do PS parece estar cheia de pessoas que nada têm de imbecil, devem ter, como diz o povão, uma paciência de corno. Coitados.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Nova África do Sul

Já referi por aqui que Jacob Zuma é, a vários títulos, uma figura muito pouco simpática.
A misogenia e a história da alegada violação (que, se o não foi, esteve lá muito perto) são elementos bem fortes e justificados dessa má imagem.
Referi também no tal post que, se calhar, em comparação com Mbeki os sul-africanos não ficaram a perder com a troca.

Entretanto, recebi um dia destes, num e-mail de uma amiga, esta foto que salienta bem uma visão feminina da questão.
Vinha apenas legendada "The New South Africa".

Com essa mesma legenda, aqui fica.

Curiosidades da imigração em Portugal (2)

Contrariando o estereotipo dos bairros degradados de imigrantes, há zonas "nobres" de Lisboa em que a população já deverá ser maioritariamente brasileira e ucraniana.

Não que sejam ricaços a emigrar.
Simplesmente, como os apartamentos estão bem situados, têm áreas grandes e muitas divisões, poucas famílias as podem comprar ou alugar.
Os proprietários ou inquilinos acabam por alugar os quartos um a um, por preços bons mas comportáveis, ficando com a casa cheia e fazendo um dinheirão com o conjunto das rendas.
Há mesmo quem se tenha especializado nesta prática de subaluguer, gerindo vários apartamentos.

São coisas do tal de mercado.
E, também, o surgimento de sociabilidades novas, que acabam por se espraiar para os quintais das traseiras, ao fim-de-semana.

sábado, 4 de outubro de 2008

Bye, Dennis McShade

Não tive o previlégio de conhecer Diniz Machado.
Agora, já não vou ter essa possibilidade.

Diz quem sabe que perdi muito com isso. Aliás, só essa coisa de começar a ganhar a vida a escrever policiais (que claro tinham que ter um autor bem americano, como por exemplo Vernon Sullivan) e escolher para pseudónimo Dennis McShade já diz muito acerca da personagem.

Por vezes, não há nada melhor do que as palavras dos próprios, quando queremos homenagear alguém.
Deixo-vos, por isso, as páginas mais cinematográficas da literatura portuguesa (talvez a par da chegada do protagonista à China, no Mandarim do Eça; mas, n'O Que Diz Molero, é cinema mudo, não é super-produção hollywoodesca). Descubram ou relembrem, mas deliciem-se.

«Chegou uma esquadra», disse Austin, «e aqueles a quem chamavam camones invadiram a cidade, tingindo-a com a brancura das suas fardas. Meia dúzia deles enfiou pela rua acima, passou pelos Vai ou Racha, estes cuspiram para o chão em sinal de desprezo, o Zuca foi atrás deles de braço estendido, esfregando o dedo polegar no indicador, eh, camone, money, money, um camone atirou um monte de moedas ao ar e a miudagem lutou bravamente para apanhar o dinheiro». «Essas excursões a bairros desconhecidos desvendam mundos novos», interrompeu Mister DeLuxe. «Fiz duas ou três desse género e tirei excelentes fotografias». Austin sorriu. «Bem», disse ele, «os camones continuaram a subir a rua, pararam junto do Ângelo, que estava sentado no banco de madeira a experimentar a harmónica, um deles aproximou-se e disse girls, e fez com o braço o movimento respectivo, we want girls, o Ângelo disse girl é a tua mãezinha, estás a perceber ou precisas de explicador?, sim, a tua mãezinha, o camone riu-se para os outros, um deles avançou e fez uma espécie de passe à Fred Astaire, conta quem sabe, e de repente o Ângelo já tinha guardado os óculos e a harmónica no bolso, começou a despachar os camones, enfiou um pela loja de móveis do Ventura, outro foi cair numa das cadeiras da Barbearia Hollywood, exactamente em cima do Pimentel, que estava a ser escanhoado pelo Joaquim Navalhinhas, um terceiro mergulhou no tanque de roupa da Miquelina Fortes, outro ainda foi também remetido para a loja do Ventura, encontrou o primeiro no caminho, vinha de regresso, e estatelaram-se os dois numa cama de casal, o Ângelo com os pés, com as mãos, com a cabeça, vai disto, os camones enfiavam por tudo quanto era porta, positivamente distribuídos ao domicílio, o Zuca diria mais tarde que Ricardito entre Chamas e Bandidos, a sua fita número um, ao pé daquilo não era nada. A certa altura, com os camones, estoicos, a irem e virem, os Vai ou Racha começaram a subir a rua, meteram-se no vespeiro, foi o Pé de Cabra que disse chegou a hora, o Padeirinha ouviu a frase histórica e havia de transmiti-la mais tarde, nunca se chegou a saber a que hora se referia ele, também nunca se chegou a saber se tencionavam ajudar o Ângelo que, de resto, segundo Molero, conta quem sabe, se havia alguma coisa de que ele precisasse não era com certeza de ajuda, ou ajudar os camones, ou apartá-los, simplesmente o Ângelo começou também a despachar os Vai ou Racha, o Gil Penteadinho deu duas voltas no ar e foi aterrar na carroça de couves do Hipólito, o Tonecas Arenas ficou sentado no primeiro andar do andaime de um prédio que estava a ser pintado, entornando uma lata de tinta cor-de-rosa sobre o príncipe-de-gales novo do Joca Farpelas, isto depois de passar pela banca de peixe do Zeca Trampa, espadanando carapaus e lulas por todos os lados, o sombrero, esse, voou e entrou pela janela do segundo andar da Dona Ermelinda, o Bexigas Doidas, que quase tinha sido atado pelo Ângelo a um camone, conta quem sabe que fez um nó com o braço direito de um e a perna esquerda do outro, entrou com ele sem pedir licença pelo Ás de Espadas, Lda., levaram ambos consigo o Rufino, o Aranhiço, o Roque Sacristão e o Vovô Resmungas, que estavam a jogar à sueca, saíram todos um pouco à balda pela porta do fundo, acrescentados do Douglas Fazbancos e do Chico Dominó, que estavam ali a discutir o Sporting-Benfica do domingo anterior, o Pé de Cabra foi de cabeça contra a parede e até fez eco, abriram-me a cabeça, dizia ele, abriram-me a cabeça, o que, segundo Molero, devia ser por demais evidente, o Peito Rente foi chutado com efeito para a tipografia do Celestino, deu duas voltas lá dentro fazendo parar máquinas que estavam a trabalhar e pondo a funcionar máquinas que estavam paradas, alguém tinha espetado uma faca na barriga do Lucas Pireza, talvez um camone, de certeza que foi um camone, diria mais tarde o Zuca, os camones são uns naifistas do caneco, garantia ele, o Lucas Pireza segurava os intestinos com as mãos, falava baixinho para eles, parecia rezar, os camones iam e vinham, espartanos, segundo Molero, até à medula, a certa altura, numa ressaca, levaram com eles, pelo ar, o Metro e Meio, o Ângelo tinha-os juntado todos num molhinho, enfeitou-os com o Metro e Meio, e vai disto, tudo pelo ar, rumo ao Marocas Papa-Milhas, que tinha uma motocicleta cheia de cromados e a mania das curvas rápidas, já tinha atropelado três gatos e duas pessoas, ia a fazer uma bela curva naquele momento, foi contemplado com a colecção de camones coroada pelo Metro e Meio, despistou-se, disse foda-se, foda-se, subiu o passeio, virou de pantanas o mostruário do Raul Pechisbeque, choveram colares de vidro, pulseiras, broches e anéis, o Marocas continuou em prova, descontrolado e tudo, devolveu para dentro de casa o berço que a Gertrudes tinha colocado à porta com o bebé, atravessou a rua aos ziguezagues, embateu na caixa da criação da Mafalda Capoeira e terminou a prova contra o balcão da carvoaria do Galego, lançando o pânico nos elementos do Grupo Excursionista Moscatel, que estavam a beber o seu meio litro da praxe, enquanto as pessoas assomavam alvoroçadamente às janelas, as mulheres gritavam, o bebé da Gertrudes, que era o melhor pulmão lá do bairro, berrava como nunca, o papagaio do Pimentel, que tinha caído do poleiro e dançava suspenso na correia de metal, esganiçava a sua expressão preferida, ó da guatda, ó da guarda, muitíssiomo apropriada, segundo Molero, às circunstâncias, o fox-terrir do Silva Farmacêutico filava um camone pelo fundilho das calças e fazia questão de não o largar, as galinhas da Mafalda Capoeira corriam espavoridas num cacarejar infernal e num dilúvio de penas, o burro do Hipólito zurrava, os gatos da Dona Maria Bicharoco miavam e pulavam, o Alsácia do Tó Peneiras ladrava com aquela fúria só dele, camones entravam por aqui, ex-Malhoas saíam por acolá, às vezes dava certo, parecia que o Ângelo tinha controle sobre a confusão, à distância, o Zuca diria mais tarde que, tirando algumas partes cómicas que pareciam à Charlot, aquilo tinha sido uma coisa iglantónica, o Ângelo era igualzinho a um tal Lone Ranger, só lhe faltava a mascarilha». (...)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Curiosidades da imigração em Portugal (1)

Nos bairros "problemáticos" de Lisboa, quando uma velhinha encontra na rua jovens com mau aspecto, tem tendência a seguir pelo passeio onde estão filhos de africanos.

Isto, porque sabe que eles costumam fumar haxixe, mas só muito raramente são consumidores de heroína (ao contrário dos filhos de portugueses que também tenham mau aspecto).
Como os consumidores de heroína é que, nesses bairros, assaltam qualquer pessoa, para roubar qualquer valor, é dos "brancos" que as velhinhas têm medo.

Sejam mais criativos!

...E habilitem-se a ganhar o Prémio IgNobel.
Este ano, as pesquisas vencedoras foram sobre:

Economia: efeito do ciclo ovulatório das dançarinas eróticas sobre as gorjetas que recebem

Quimica: ex-aequo, um estudo que prova o efeito espermicida da Coca-cola e outro que prova o contrário

Biologia: descoberta de que as pulgas que vivem em cães saltam mais alto do que as que vivem em gatos

Nutrição: alteração electrónica do som da batata frita, para parecer mais estaladiça

Paz: adopção do princípio legal de que as plantas têm dignidade (Suiça)

Medicina: demonstração de que os medicamentos falsificados mais caros são mais eficientes que os mais baratos

Ciência cognitiva: descoberta de que uma espécie de amiba consegue resolver puzzles

Física: demonstração matemática de que cordeis e cabelos acabam inevitavelmente por se embaraçar

Literatura: estudo acerca da indignação dentro de empresas


Tudo isto (excepto, claro, o da Paz) publicado nas mais prestigiadas e ISIzadas revistas científicas. E ando eu para aqui a perder o meu tempo a estudar perigos industriais, curandeiros e tretas dessas...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Reflexões ociosas - 3

Quem lança mão de todos os meios para tentar secar o mundo à sua volta e ficar apenas rodeado de discípulos submissos costuma ter, como se diz no Alentejo, "uma morte de grilo":
Com a cabeça enfiada num buraco e os (tais) miúdos a mijarem-lhe em cima.

Aos alunos da Fac de Letras:


O tal texto acerca da "Antropologia à Porta de Casa" que vos desperta curiosidade está disponível para download aqui.

Olhem... divirtam-se.

Ólhó Antropovistas!



Nova actualização do Antropovistas, com fotos de Arcueil, Algarve e S. Paulo.

Obrigado, Samya e Júlia.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Que raio se passa em Wall Street?

Para quem perceba inglês, aqui fica aquilo a que poderíamos chamar "Economy for dummies".
Ou nem por isso.

(cortesia Arrastão)

Dilemas


Tenho dois livros para acabar (do mal o menos, pode esperar um pouco), três artigos prometidos há que tempos, mais um que me fizeram prometer esta semana (todos sobre temas diferentes e para ontem), uma hipoteca para renegociar, uma filha e uma mulher a quem tenho dedicado muito menos tempo do que estamos habituados, uma aula depois de amanhã, um raio de uma constipação que não passa (o que pode ter a ver com o recente hábito "africanista" de me pôr de calções e descalço mal chego a casa) e uma colega algo maternal que me aconselha a passar um par de dias na cama, rodeado de cházinhos e boa literatura.

Alguém tem sugestões?

Uma bejeca de prémio

Acabo de, finalmente, conseguir inserir on-line o relatório final de um projecto de pesquisa.

Acho que mereço sentar-me na varanda a beber uma cervejinha - e depois ir para a cama, que amanhã há mais.

Espero que o mundo não tenha pegado fogo entretanto, pois não tenho tido tempo para olhar.

Quem disse que essa coisa do trabalho alienado é só para os operários?

domingo, 28 de setembro de 2008

Citações de café (14)

CAIPIRICES GASTRONÓMICAS

Como as restantes citações de café, esta também aconteceu mesmo. Foi com uma outra vizinha brasileira, que desabafa ter precisado de chegar aqui para fazer "figura de caipira".

Era o primeiro dia de trabalho, no primeiro emprego em Portugal, ao balcão de um café.
Chega o primeiro cliente, falando carrancudo ao telemóvel, e aponta para a máquina das bicas e para a prateleira onde, entre outros, estavam os queques.

- O senhor quer uma queca, é? É para comer já, ou mais tarde?

O homem carrancudo conseguiu esboçar um sorriso malandro e respondeu:

- Bem... Agora eu tenho que ir trabalhar. A que horas é que a menina sai?

Anedota brasileira sobre brasileiros

Estava eu em Maputo, quando se deu um assalto com sequestro, numa dependência do Banco Espírito Santo em Lisboa.
Os assaltantes acabaram por ser mortos pela polícia (o que deixou ufanos os humanistas securitários cá do burgo) e foi dado grande destaque ao facto de eles serem brasileiros, o que deu origem a uma histeria mediática sobre criminalidade, com traços xenófobos bastante evidentes.

Entretanto, depois de o incontornável Luís Afonso do Bartoon ter especulado acerca das razões do assalto, os meus vizinhos brasileiros descobriram toda a verdade:

O sujeito estava a dar-se muito mal na sua experiência de emigração em Portugal e telefonou para a mãe, senhora muito devota, a contar-lhe as suas mágoas.
Depois de ouvir o longo desabafo do filho, ela aconselhou:
- Meu filho: quando a vida fica assim, só o Espírito Santo salva.
Vai daí...

sábado, 27 de setembro de 2008

Faleceu 2º classificado em Le Mans 1979


Faleceu hoje, vítima de cancro, um dos pilotos que ficaram em 2º lugar nas 24 Horas de Le Mans 1979.
Se calhar, vocês até o reconhecem de outros lados, se vos mostrar esta fotografia.

Pela minha parte, preferia as vezes em que lhe podia ver a cara e ouvir a voz.
E isso, felizmente, podemos continuar a fazer.

Por exemplo, aqui.

Ou aqui.

Ou...

Quanto custaram por bico?

Numa mediática mega-operação policial do SEF, PSP e GNR, levada a cabo no distrito de Setúbal e nas regiões fronteiriças de Vilar Formoso, Caia e Castro Marim, as forças policiais identificaram 198 estrangeiros e detiveram 11.
Não pela prática desses crimes a que as TVs e jornais tanta atenção têm dado nos últimos tempos, mas por permanência ilegal no país.

Quanto terá custado, "por bico", a detenção de cada um destes perigosos marginais?