quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Alegrias e perguntas
sábado, 17 de janeiro de 2009
Voltinhas
Convido-vos a darem uma vista de olhos no blog e a convencerem-no a afixar mais algumas fotos, para que nós, que não pudemos ver in loco, não percamos tudo.
Entretanto, aí ao lado no "Eu cá gosto", entrou uma referência que há muito lá deveria estar: Wehavekaosinthegarden. Regalem-se.
Vocês 'tão-se a passar!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Em nome de Jeová, o não misericordioso, e cuspindo nos mortos do holocausto
Confesso.
Uma das razões por que tenho andado daqui ausente é a impossibilidade de não comentar aquilo que se está a passar em Gaza e a difculdade emocional de (tal como em relação ao Zimbabwe) o fazer sem me tornar insultuoso e repetitivo.
Mas o bombardeamento, pelas tropas de Israel, da delegação da ONU e das instalações dos jornais internacionais que ainda não conseguiu calar ultrapassa em tudo os níveis de decência, estupefacção e nojo que se poderiam imaginar.
Perante algo como isto, não vou proferir impropérios, nem repetir ou comentar debates de abstracta política internacional que já todos ouvimos.
Digo apenas o seguinte:
Hoje, o estado de Israel considera que pode e deve quebrar todas as regras de guerra e de decência, mais básicas à civilização de que partilha. Só se pode fazer isso quando se considera o opositor infra-humano.
O estado de Israel cospe na morte e na memória dos milhões de judeus cujo holocausto legitimou a sua existência.
Uns desenvolvimentos de realpolitik, aqui e aqui. E mais aqui.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
MOÇAMBIQUE EM ANÁLISE - amanhã, no ICS
Um regresso rapidinho, só para vos dizer que na próxima 4ª feira, 14 de Janeiro, se vai realizar no ICS, Lisboa, o seminário "Moçambique em Análise", com os seguintes intervenientes:
10h./12h.30m.
- Danúbio Lihahe (UEM) "Cheias e reassentamento de populações no vale do Zambeze"
- Paulo Granjo (ICS – UL) "Albinos, prisioneiros, deportados e contrato social"
- Jason Sumich (London School of Economics) “The Mozambican case as a critique of the neo-patrimonial interpretation of African elites”
14h./16h.30m.
- Fernando Florêncio (Un. Coimbra) "Estado Novo, Estado Velho. Um tipo de neo-indirect rule em Moçambique"
- Sofia Aboim (ICS – UL) “Reapropriar a tradição: significados contemporâneos da poligamia”
- Linda van Kamp (VU Un. Amsterdam) "Navegação transnacional em Maputo: porque é que o Pentecostalismo brasileiro importa para o casamento, o amor e a sexualidade"
São todos bem-vindos!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Maningue trabalho, cansado que nem um cão
Com artigos prometidos, seminários, aulas e preparação de conferências e projectos (e o cansaço que vem disso tudo), não tenho conseguido dar-vos atenção.
Espero poder voltar em breve à regularidade do costume.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Guantanamera
É complexo, é. E parece que a principal complexidade é ser impossível ter os homens presos em território dos EUA, por a sua detenção contrariar a lei do país.
Do que se sabe, contraria também a lei de quase todos os países europeus, incluindo de Portugal.
Portanto, esta oferta de ajuda é como quem dissesse: podem fechar a prisão, que está a dar um granel enorme e, como não podem pregar com eles no vosso país, usem o nosso; a gente faz as ilegalidades por vocês e em vosso nome.
Confesso que é das coisas mais indignas que já ouvi um governante do meu país dizer.
(Para além de irresponsável, ao transformar-nos em alvo prioritário. Mas essa opção política ainda é discutível; o que o delfim de Jaime Gama disse, não é.)
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
Guiness, 19??-200?
Chegava cada dia ao café, na Place Jourdain, Bruxelas, acompanhando um velho reformado.
Deitava-se por baixo da mesa e o dono servia-lhe uma malga de Guiness, que ele lambia até à última gota.
Caía num sono profundo, de que acordava horas depois. Para pedir mais cerveja.
Ao fim do dia, voltavam os dois para casa.
Ouvi dizer que o Guiness já morreu há uns anos.
De cirrose.
sábado, 6 de dezembro de 2008
Desgraça continua no Zimbabwe
Agora, foi raptada e presa (ou "desaparecida") a activista de direitos humanos Jestina Mukoko, no mesmo dia em que foram detidos mais de 70 sindicalistas, um pouco por todo o território.
A julgar por precedentes recentes, não é de excluir que o seu cadáver venha a aparecer dentro de dias. Entretanto, os juízes do Supremo Tribunal recusaram-se a tocar no assunto, por ser "demasiado quente".
Na África do Sul, o bispo (e prémio Nobel da paz) Desmond Tutu apelou à remoção à força de Mugabe e ao seu julgamento pelo Tribunal de Haia.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Mãos limpas, please
Na novela BPN/Dias Loureiro (PSD), aldrabices que saltam à vista acerca da duração do seu envolvimento.
Na solução para as minas de Aljustrel, uma jogada pouco clara em perspectiva, mas passando pela empresa que Jorge Coelho (PS) agora administra.
Coelho e Loureiro, figuras gémeas dos aparelhos de partidos diferentes, que surgem juntos em mais uma canalhice financeira, lesando directamente o Estado.
Cereja no bolo, o SIRESP (um sistema integrado de comunicações em caso de emergência, coisa irrelevante, portanto) adjudicado à Sociedade Lusa de Negócios (dona do BPN) por 500 milhões de euros, 6 vezes o valor de um estudo anterior desaparecido nas gavetas ministeriais, pelo ministro de um governo demitido, ex e futuro administrador de empresas da tal Sociedade. Sistema que, entretanto, o recente exercício de simulacro de sismo demonstrou não funcionar.
«Mãos Limpas», please!
E, para esta gente, a justiça poética do cartoon de Franquin (clique para aumentar).
É lançado hoje
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Terrorismo de Estado
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Vá a Veneza, enquanto existe
Por enquanto, é uma coisa passageira e devida à direcção dos ventos e às fortes chuvas sentidas no norte de Itália.
Nalgumas décadas, esta cidade lindíssima irá desaparecer (ou ficar rodeada de diques e muralhas, tornando-a um fóssil daquilo que hoje é), devido às subidas do nível do mar, à erosão costeira e às mudança dos regimes das chuvas que, sem alardes mas depressa, irão resultar das alterações climáticas decorrentes do efeito de estufa.
Suponho que os leitores não deixarão, por causa disso, de levar o carro para todo o lado e de consumir quantidades astronómicas de energia obtida à custa da emissão de carbono.
Mas, sendo assim, já agora vão a Veneza. Enquanto existe.
domingo, 30 de novembro de 2008
sábado, 29 de novembro de 2008
Rapidinhas do dia (2)
Oliveira e Costa, cuja lista de falcatruas continua a engrossar e a envolver outras figuras do cavaquismo, está detido naquilo a que os próprios polícias chamam "prisão VIP".
Junto a minha pergunta à do Samuel: quanto é que é preciso roubar para se ter direito a tratamento VIP?
Entretanto, parece (Sol) que o Estado quer anular a separação de pessoas e bens em que o pobre homem passou para nome da esposa os seus bens valiosos, logo que se pisgou da direcção do BPN.
Separação fraudulenta para subtrair essas propriedades ao âmbito da justiça? Não! Então não se vê que o homem é tão sério?
Parece também (idem, suplemento económico) que a Caixa vai extinguir a marca BPN, de cujas dívidas é agora dona.
Raios! Logo agora, que eu queria abrir conta com um logotipo tão badalado!
Mudando de assunto, iniciou-se em Lisboa o 18º congresso do PCP. Nas teses para aprovação destaca-se, para além da auto-congratulação, a conclusão de que o Sistema Socialista Mundial desabou devido à traição dos dirigentes.
É o que se pode chamar uma análise de fino recorte marxista...
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Ai, Timor !...
Foi para mim um choque a leitura deste artigo de Pedro Rosa Mendes, ontem no Público.
Infelizmente, tudo nele parece ser pertinente, basear-se num profundo conhecimento da realidade e soar a déjà vu.
Será que Timor é um estado inviável?
Será que os seus dirigentes e a ONU tudo fazem (mesmo que não deliberadamente) para que assim seja?
Será que temos que reequacionar a gestão internacional das fases pós-conflito, naqueles países que não regressam descaradamente a ele?
Ou o assistencialismo desresponsabilizante?
Leiam e digam de vossa justiça.
Entretanto, Xanana Gusmão mantém-se no registo da retórica bombástica, tipo «é a hora da verdade (...) é a hora de decisões estratégicas para tirar o povo da pobreza».
Não houve 9 anos para pensar nisso, ou até para coisas mais comezinhas como dar manutenção às infraestruturas básicas oferecidas pelos países estrangeiros. O recordar dos anos passados nas montanhas e dos terríveis sacrifícios enfrentados pelo povo para alcançar a independência chegam para justificar tudo o que desde então se passou e passa.
Déjà vu. Doloroso déjà vu.
O desengarrafamento da Beira
Mesmo partindo do princípio de que todos os que votaram num candidato partidário votaram nesse mesmo partido para a Assembleia Municipal, todos os partidos e grupos que apresentaram candidatos à presidência do Município (o PIMO não o fez) foram engrossar os votantes de Deviz Simango de forma muito significativa.
Nalguns casos, as "perdas" de votos para o re-eleito presidente ultrapassaram os 90% (Renamo e GDB). Mas mesmo a arqui-inimiga Frelimo viu 17% dos seus votantes preferirem Simango ao candidato partidário.
Simango foi, assim, eleito maioritariamente por votantes da Renamo e capitalizou o importante eleitorado do local GDB. Mas, para além disso e da contribuição dos pequenos partidos, quase 1 em cada 8 dos seus eleitores foram votantes da Frelimo.
Convenha-se que, num país em que os eleitores tendem a ser encarados, quando vistos a partir "de cima", como propriedade dos partidos em quem habitualmente votam, é um autêntico terramoto nos conceitos e na realidade.
Ou, como talvez prefiram dizer os votantes de Simango, um desengarrafamento.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Rapidinhas do dia (1)
Ouvi numa rádio: A Carris vai perfumar os seus novos autocarros (machimbombos, ónibus) com cheiro a Lisboa.
O porta-voz da empresa esclarece que isso quer dizer manjerico, cravo, baunilha e jacarandá.
Fiquei mais descansado. Numa primeira reacção temi que fossem pôr os autocarros a cheirar a sardinha assada e fumo de automóvel.
Na capa do 24 Horas, a irmã de Oliveira e Costa diz que há mais gente envolvida nas ilegalidades do BPN e que o irmão só assinava os cheques.
Nada como a família para nos enterrar ainda mais...
Enquanto Dias Loureiro garante a Cavaco que não cometeu ilegalidades, o Correio da Manhã revela que, afinal, ele esteve ligado ao BPN até 2007.
Deverá declarar a seguir: "Coitadinho do crocodilo!..."














