quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Lá vou eu andar à volta dos linchamentos...
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Freeportando un poco más
Temos, assim, um contínuo de possibilidades com dois pontos extremos:
Na melhor hipótese, o Freeport foi autorizado em tempo record e nos dias finais daquele governo (a par de uma alteração da legislação no mesmo dia, que o permitiu autorizar) porque o então ministro do ambiente o terá considerado um projecto de tamanho interesse nacional que era seu dever patriótico viabilizá-lo, mesmo que com custos ambientais.
Aquela superfície comercial seria, assim, a modos de que um PIN BUÉ DE MAIS, para um ministro do ambiente tipo primeiro-ministro avant la lettre que, por isso, teria a mania de que afinal era mas é ministro da economia.
Nesta hipótese extrema, quem se abarbatou com o dinheiro deveria ter sido o tal Sr. Smith, que teria inventado esta desculpa para esconder o facto, lançando o opróbio sobre os probos e incorruptíveis portugueses, a quem apenas o sentido do dever e o patriotismo teriam movido.
Na outra hipótese extrema, terão havido umas jogatanas e o arrastar de incompatibilidades legais, que uns subornos substanciais, envolvendo o próprio ministro, terão feito desaparecer da noite para o dia.
Entre o "céu" de um ministro com umas prioridades um bocado peculiares e o "inferno" da bandalheira e podridão total, abre-se toda uma série de combinações intermédias, envolvendo nepotismo, tráfego de influência (que são candidamente reconhecidos por alguns intervenientes) e corrupção.
Pois... é que quando se fala da possibilidade de "luvas" o pessoal parece que se esquece que o tráfego de influências também é crime, e nada ligeiro. Se calhar, por se achar que é um direito de quem detém algum tipo de poder e daqueles que os rodeiam.
Olhem... é esperar para ver.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Rapidinhas freepórticas
Embora as alterações à Zona de Protecção do Estuário do Tejo tenham ficado um ano na gaveta e dela tenham saído miraculosamente a 3 dias das eleições, ao mesmo tempo que a aprovação do Freeport que vieram possibilitar, quer o ministro-megafone de serviço (antes de isto ser sabido) quer o nosso primeiro (já depois disso) juram pelas alminhas que uma coisa não tem nada a ver com a outra.
E a malta pensa... 'Tá bem, abelha!
Entretanto, o DCIAP diz que o processo é urgente por haver políticos envolvidos, mas não há suspeitos.
Horas depois, vem-se a saber que os ingleses não só consideram Sócrates suspeito como gostariam de ter acesso aos seus movimentos bancários.
É caso para dizer "good luck"!...
Então vo'mecês não vêem que a gente, cá nesta terra, só suspeita de quem manda em nós quando estamos nos cafés e nos corredores, nunca oficialmente?
Ainda arranjam para aí um conflito diplomático, com as tropas de choque do nosso primeiro a gritarem contra a intromissão na política e assuntos internos de um país soberano há (quantos são?) séculos, e a voltarem a mudar o hino para «Contra os bretões, marchar, marchar!»...
O que a gente se vai rir...
A crise trocada por cêntimos
Os snobs que acham que as legendas atrapalham podem linkar a partir daqui.
Divirtam-se e aprendam.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Alegrias e perguntas
sábado, 17 de janeiro de 2009
Voltinhas
Convido-vos a darem uma vista de olhos no blog e a convencerem-no a afixar mais algumas fotos, para que nós, que não pudemos ver in loco, não percamos tudo.
Entretanto, aí ao lado no "Eu cá gosto", entrou uma referência que há muito lá deveria estar: Wehavekaosinthegarden. Regalem-se.
Vocês 'tão-se a passar!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Em nome de Jeová, o não misericordioso, e cuspindo nos mortos do holocausto
Confesso.
Uma das razões por que tenho andado daqui ausente é a impossibilidade de não comentar aquilo que se está a passar em Gaza e a difculdade emocional de (tal como em relação ao Zimbabwe) o fazer sem me tornar insultuoso e repetitivo.
Mas o bombardeamento, pelas tropas de Israel, da delegação da ONU e das instalações dos jornais internacionais que ainda não conseguiu calar ultrapassa em tudo os níveis de decência, estupefacção e nojo que se poderiam imaginar.
Perante algo como isto, não vou proferir impropérios, nem repetir ou comentar debates de abstracta política internacional que já todos ouvimos.
Digo apenas o seguinte:
Hoje, o estado de Israel considera que pode e deve quebrar todas as regras de guerra e de decência, mais básicas à civilização de que partilha. Só se pode fazer isso quando se considera o opositor infra-humano.
O estado de Israel cospe na morte e na memória dos milhões de judeus cujo holocausto legitimou a sua existência.
Uns desenvolvimentos de realpolitik, aqui e aqui. E mais aqui.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
MOÇAMBIQUE EM ANÁLISE - amanhã, no ICS
Um regresso rapidinho, só para vos dizer que na próxima 4ª feira, 14 de Janeiro, se vai realizar no ICS, Lisboa, o seminário "Moçambique em Análise", com os seguintes intervenientes:
10h./12h.30m.
- Danúbio Lihahe (UEM) "Cheias e reassentamento de populações no vale do Zambeze"
- Paulo Granjo (ICS – UL) "Albinos, prisioneiros, deportados e contrato social"
- Jason Sumich (London School of Economics) “The Mozambican case as a critique of the neo-patrimonial interpretation of African elites”
14h./16h.30m.
- Fernando Florêncio (Un. Coimbra) "Estado Novo, Estado Velho. Um tipo de neo-indirect rule em Moçambique"
- Sofia Aboim (ICS – UL) “Reapropriar a tradição: significados contemporâneos da poligamia”
- Linda van Kamp (VU Un. Amsterdam) "Navegação transnacional em Maputo: porque é que o Pentecostalismo brasileiro importa para o casamento, o amor e a sexualidade"
São todos bem-vindos!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Maningue trabalho, cansado que nem um cão
Com artigos prometidos, seminários, aulas e preparação de conferências e projectos (e o cansaço que vem disso tudo), não tenho conseguido dar-vos atenção.
Espero poder voltar em breve à regularidade do costume.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Guantanamera
É complexo, é. E parece que a principal complexidade é ser impossível ter os homens presos em território dos EUA, por a sua detenção contrariar a lei do país.
Do que se sabe, contraria também a lei de quase todos os países europeus, incluindo de Portugal.
Portanto, esta oferta de ajuda é como quem dissesse: podem fechar a prisão, que está a dar um granel enorme e, como não podem pregar com eles no vosso país, usem o nosso; a gente faz as ilegalidades por vocês e em vosso nome.
Confesso que é das coisas mais indignas que já ouvi um governante do meu país dizer.
(Para além de irresponsável, ao transformar-nos em alvo prioritário. Mas essa opção política ainda é discutível; o que o delfim de Jaime Gama disse, não é.)
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
Guiness, 19??-200?
Chegava cada dia ao café, na Place Jourdain, Bruxelas, acompanhando um velho reformado.
Deitava-se por baixo da mesa e o dono servia-lhe uma malga de Guiness, que ele lambia até à última gota.
Caía num sono profundo, de que acordava horas depois. Para pedir mais cerveja.
Ao fim do dia, voltavam os dois para casa.
Ouvi dizer que o Guiness já morreu há uns anos.
De cirrose.
sábado, 6 de dezembro de 2008
Desgraça continua no Zimbabwe
Agora, foi raptada e presa (ou "desaparecida") a activista de direitos humanos Jestina Mukoko, no mesmo dia em que foram detidos mais de 70 sindicalistas, um pouco por todo o território.
A julgar por precedentes recentes, não é de excluir que o seu cadáver venha a aparecer dentro de dias. Entretanto, os juízes do Supremo Tribunal recusaram-se a tocar no assunto, por ser "demasiado quente".
Na África do Sul, o bispo (e prémio Nobel da paz) Desmond Tutu apelou à remoção à força de Mugabe e ao seu julgamento pelo Tribunal de Haia.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Mãos limpas, please
Na novela BPN/Dias Loureiro (PSD), aldrabices que saltam à vista acerca da duração do seu envolvimento.
Na solução para as minas de Aljustrel, uma jogada pouco clara em perspectiva, mas passando pela empresa que Jorge Coelho (PS) agora administra.
Coelho e Loureiro, figuras gémeas dos aparelhos de partidos diferentes, que surgem juntos em mais uma canalhice financeira, lesando directamente o Estado.
Cereja no bolo, o SIRESP (um sistema integrado de comunicações em caso de emergência, coisa irrelevante, portanto) adjudicado à Sociedade Lusa de Negócios (dona do BPN) por 500 milhões de euros, 6 vezes o valor de um estudo anterior desaparecido nas gavetas ministeriais, pelo ministro de um governo demitido, ex e futuro administrador de empresas da tal Sociedade. Sistema que, entretanto, o recente exercício de simulacro de sismo demonstrou não funcionar.
«Mãos Limpas», please!
E, para esta gente, a justiça poética do cartoon de Franquin (clique para aumentar).
É lançado hoje
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Terrorismo de Estado
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Vá a Veneza, enquanto existe
Por enquanto, é uma coisa passageira e devida à direcção dos ventos e às fortes chuvas sentidas no norte de Itália.
Nalgumas décadas, esta cidade lindíssima irá desaparecer (ou ficar rodeada de diques e muralhas, tornando-a um fóssil daquilo que hoje é), devido às subidas do nível do mar, à erosão costeira e às mudança dos regimes das chuvas que, sem alardes mas depressa, irão resultar das alterações climáticas decorrentes do efeito de estufa.
Suponho que os leitores não deixarão, por causa disso, de levar o carro para todo o lado e de consumir quantidades astronómicas de energia obtida à custa da emissão de carbono.
Mas, sendo assim, já agora vão a Veneza. Enquanto existe.

















