quarta-feira, 4 de março de 2009

Eu só estou bem...

As coisas boas da vida familiar e as aulas limitam bastante esse feeling, mas sinto-me um bocado assim.
Porque embora o que os outros vêem, no meu trabalho, seja o resultado do espremer da esponja, o que me dá nele maior prazer é a fase em que a esponja absorve.
Manias...

Mas, talvez, uma boa desculpa para revisitar o Estou Além, do António Variações.

Mais um antropoblog

Nasceu esta noite um novo antropoblog: o Antropolíticas.

É prioritariamente dirigido aos meus alunos do ICS e da FCSH, enquanto espaço de informação, encontro, debate e esclarecimento que sirva de apoio às cadeiras.
Mas está aberto a toda a gente que se interesse pelos olhares antropológicos acerca do político.

Se for esse o vosso caso, vão passando por lá de vez em quando.
Eu, pelo menos, tenho aprendido muito e questionado muita coisa, nos contactos com os meus alunos.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Só um arrufo entre amigos...

Na Guiné-Bissau, o Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas foi ontem vítima de um atentado à bomba e, esta madrugada, o Presidente da República foi assassinado por militares na sua residência.
O porta-voz do exército sugeriu que o ataque a Nino Vieira foi feito por militares próximos de Na Waie, o assassinado da véspera, como retaliação. O que pode ou não ser verdade, mas que o Público já toma por dado adquirido nesta notícia, talvez julgando que isso dos exércitos são, em todo o mundo, estruturas hierarquizadas numa única linha - e nunca um entrecruzar de grupos de interesses que só têm de comum com militares o facto de terem fardas e armas, podendo por isso dedicar-se a toda uma série de actividades mais lucrativas.

O realmente curioso nessa tal notícia é, contudo, o facto de as «chefias militares» (quais?) terem distribuído um comunicado a dizer que não havia nenhum golpe de estado.
Está certo que mataram o Presidente da República. Mas «irão respeitar os poderes constituídos e dialogar com o Governo» - ou seja, o Governo vai ter que negociar com eles para continuar a existir e se encontrar uma solução.

Então, não será bem um golpe de estado; será assim mais a modos que um assassinato dialogante do chefe de estado. Ou, talvez, uma forma de comunicação um pouco mais assertiva...

Uma das coisas mais peculiares neste caso é que, num certo sentido, isso até pode ser verdade.
Pode ser que tudo tenha simplesmente a ver com o controle do tráfego de droga e do acesso aos restantes recursos, e que os cargos ocupados pelos defuntos sejam secundários em relação ao que de facto esteja em jogo.

Outra das coisas mais peculiares é que isto é também expressão de uma ideologia que talvez não seja tão nova assim, mas se está a tornar mais evidente em vários países africanos, à medida que o tempo passa e que vão emergindo alternativas políticas aos antigos movimentos de libertação: o suposto direito dos libertadores a, por o terem sido, para sempre mandarem no país respectivo e se apropriarem dos seus recursos.

Só isto explica a recente moda dos "governos de unidade nacional", por si presididos, quando os "libertadores" perdem eleições, ou a extraordinária complacência regional para com tudo o que sucedeu no Zimbabwe.
Mas num país como a Guiné-Bissau, onde acabou por haver uma ruptura entre o movimento de libertação e as forças armadas que se continuam a representar como libertadoras, e em que mesmo estas se fragmentaram em rivalidades entre grupos de interesses muito pouco militares, as lutas de legitimidade podem, de facto, acabar por se assemelhar bastante ao mero banditismo.
Ou, se quiserem, a um mero arrufo entre amigos.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Filhos de quatro patas

Há uns dias, a minha cadela apareceu com uma diarreia brava, transformada em prisão de ventre à custa de Ultralevur e de uma dieta de arroz.
Hoje, no passeio da manhã, a coisa lá voltou ao normal e, de regresso a casa, fui ufano contar a novidade à minha senhora.

Sendo eu pai, já tinha visto entrar, para os motivos de conversa conjugal, os cocós de bebé e de criança pequena.
Mas, desta vez, não consegui deixar de pensar:

«Que raio!... Então não é que estou a discutir caca de cão com a mulher com quem casei?»

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Cerejeiras cardinalícias em flor



Costuma dizer-se que Braga é a terra dos três "Pês".
Curiosamente, todos eles ligados à sexualidade.

No caso dos primeiros "Pês", a ligação deriva de uma obsessão pelo sexo, herdada das pancadas do santo meu homónimo e reforçada por uma historicamente tardia imposição de celibato - que, dizem as más línguas, terá aumentado o recurso às segundas e aos terceiros "Pês", para além da sedução/violação de criancinhas.
Isto a par, claro, de uma bem mais saudável produção de "afilhados", ou de humanas erupções como aquelas que deram origem a dois livros razoavelmente eróticos e com a palavra "crime" no título - como se as paixões, sublimadas ou carnais, fossem criminosas.

As segundas "Pês", está claro, estão ligadas à sexualidade por capitalizarem profissionalmente essa obsessão, seja por parte dos primeiros "Pês", seja dos desgraçados a quem as sexualizadas prédicas deles infernizaram a vida.

Já os terceiros "Pês" não podem deixar de carregar consigo a ligação à sexualidade, visto que foram sendo empurrados, ao longo dos tempos, para uma definição de si próprios que os reduz ao particularismo de se sentirem atraídos por pessoas com genitais semelhantes aos seus, por muito que cada um dos assim catalogados seja bruto ou simpático, genial ou boçal, egoísta ou generoso.

Mas, uns dias depois da patética censura a um desfile carnavalesco em Torres Vedras, Braga ganhou um quarto "Pê" ligado à sexualidade: os polícias.

Então não é que, numa feira do livro, houve umas alminhas fardadas que decidiram apreender os exemplares de um book, por ter na capa uma pintura "pornográfica", acima reproduzida?
Vieram depois a alegar os seus chefes que a apreensão, que continuavam a achar uma coisa normal, se devia ao «perigo de alteração da ordem pública». Ou seja, houve umas outras alminhas (com dimensão intelectual e emocional semelhante à das retratadas em seguida, por Sokal, nos Premières Enquêtes do Inspecteur Canardo), a ameaçarem que faziam e aconteciam, pelo que os bons dos polícias acharam que, em vez de lhes mandarem ter juízo e, se necessário, impedirem os desacatos que ameaçavam, deviam aceder às ameaças de violência.

Mais tarde ainda, os livros foram devolvidos. Não porque a PSP reconhecesse que os seus agentes de defesa da lei tivessem cometido uma ilegalidade cretina e um gravíssimo abuso. Não! Foi porque a reprodução, afinal, era de «uma obra de arte», o que fazia com que deixasse de ser pornográfica...

Não vou aqui discorrer sobre legalidade, censura, abuso de autoridade, ou sequer sanidade intelectual.
Só comento:

A "ordem pública" posta em causa, em 2009, pela pintura de uma vagina?
Querem ver que o tal de "poder feminino" é, afinal, tão enorme e tenebroso como o pintam os machos com psicose da castração?

"First Pet" continua a ser português

Está confirmado.
Obama vai adoptar um cão de água português para o cargo de "first pet".

Segundo fontes bem informadas, a decisão terá sido tomada por os acessores lhe terem garantido que ficava mal não aceitar nenhuma das sugestões que o Bush lhe tinha feito, na hora de passagem de poderes.
Ora o George W terá garantido a Obama que, desde a Cimeira das Lages, ficou com a certeza de que não há pets tão fieis como os portugueses.

Como bem se confirma pelos novos dados acerca dos voos da CIA para Guantanamo.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

E eu sem vender a casa...



É notícia do dia que a taxa Euribor desceu abaixo dos 2%.
Não percebo porque é que a minha casa antiga, um verdadeiro docinho na very typical zona de Alfama/Portas do Sol ainda continua à espera de comprador.

Olhem: se estão interessados, avisem para o antropocoiso@gmail.com ...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Brinquedos, guerra e dinheiro

Fazendo um esforcinho para voltar ao ritmo, aqui vai:



Uma guerra fora de casa é sempre um óptimo negócio para muitos.
Mas, se ganhar dinheiro com os canhões e com a manteiga continua a ser um incontornável clássico, e se a reconstrução "humanitária" e o petróleo estão mesmo a dar (fazendo os diamantes parecerem trocos), o pessoal do Pentágono decidiu meter a mão na massa e dar sumiço a 125.000 milhões de dólares (dos States, não do Zimbabwe) destinados à reconstrução do que tinham destruído.
Azar! Deu-se pela falta deles.

Os militares parece não terem percebido que, por muito que se tenham transformado em managers, só com o know-how civil das boas famílias e melhores relações (e, de preferência, com umas geracções de experiência) é que se consegue roubar à séria e sem ser apanhado.

Entretanto, soube-se agora que, por alturas do meu post anterior (há uma eternidade, portanto), colidiram dois submarinos nucleares, um francês e outro britânico. A razão do choque estará, provavelmente, nas tecnologias de anti-detecção que utilizam e no segredo de estado acerca das suas rotas. Ao que parece, só dão uns pelos outros utilizando a conhecida técnica de estacionar o automóvel "de ouvido".

Acontece que, para além do perigo representado pelos seus mísseis (também eles nucleares), uma fuga nos reactores destes brinquedos seria um pesadelo incomensurável para o mar e a humanidade.

Eu bem sei que, para além de um importante produto económico, estas vagamente fálicas maquinetas de destruir o mundo substituiram, já há décadas, os mega-porta-aviões nos concursos de medir pilinhas que vão sendo realizados entre os países poderosos ou que querem acreditar que o são.

Mas não será altura de banir do mar estas traquitanas?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Seminário sobre Poder em África

Entretanto, ao regressar de Braga, teremos segunda-feira no ICS um seminário sobre Poder em África, aproveitando a presença por cá de colegas de outros países, envolvidos nesta temática.

Haverá comunicações deste vosso criado e de José Jaime Macuane (UEM), Daniel Costa (UCV), Edalina Sanches (ICS), Gerhard Seibert (CEA-ISCTE), Elisabete Azevedo (U. Cape Town), José Reis Santos (UNL) e um orador a anunciar, moderadas por Franz Heimer, Marzia Grassi e Marina Costa Lobo.

Podem aparecer à vontade, que a gente não morde.

Lá vou eu andar à volta dos linchamentos...


Amanhã, seguirei para Braga onde, para além de rever amigos se conseguir, irei participar no Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais.

Entre tanto tema interessante, lá havia de ser "cravado" para integrar um grupo de trabalho sobre Linchamentos, com gente que tem dedicado muitíssimo mais tempo ao tema do que a minha modesta passagem teórica por ele: os paulistas José de Souza Martins, Sérgio Adorno e Jaqueline Sinhoreto e o moçambicano Carlos Serra.
A origem dessa presença, vários de vocês o saberão, é o artigo que está disponível para download aqui, que desenvolve algumas reflexões afixadas cá no blog.
Lá estarei, então, às 16h15m de sexta-feira, honrado com a companhia e convite, e desejoso de aprender umas coisas.

Os meus sentimentos estão, no entanto, divididos.
Embora vários colegas me tenham estimulado a aprofundar a questão e propostas que sugiro no tal artigo, trata-se de um tema muito violento emocionalmente e que, pelo menos a mim, deixa marcas - pois não tenho a saudável capacidade de sentir os "objectos de estudo", que são pessoas, como tubos de ensaio num laboratório.

Ainda por cima, andei também há pouco a trabalhar acerca de um outro tema pesadote: gémeos, albinos, prisioneiros políticos, Operação Produção...
A coisa deu aso a uma outra honra, a selecção do artigo respectivo (download aqui) para publicação na Travessias, a revista que será distribuída no Congresso.
Mas, as duas juntas, dão-me uma vontade de parar de pensar em violência extrema e socialmente aceite que vocês nem imaginam.

Não há por aí ninguém interessado em financiar uma pesquisa sobre criancinhas felizes, amimaizinhos amorosos ou jazz?

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Freeportando un poco más


Enquanto o nosso primeiro reedita a rábula da cabala, procurando agora pôr a ênfase nos media em vez de no sistema de justiça, a procuradora responsável pelo processo esclarece que ainda não há suspeitos porque as suspeitas (que existem) ainda não estão fundadas, mas em investigação; quando e se houverem suspeitas fundadas, haverá arguidos, sendo Sócrates um dos nomes que constam do processo.

Temos, assim, um contínuo de possibilidades com dois pontos extremos:

Na melhor hipótese, o Freeport foi autorizado em tempo record e nos dias finais daquele governo (a par de uma alteração da legislação no mesmo dia, que o permitiu autorizar) porque o então ministro do ambiente o terá considerado um projecto de tamanho interesse nacional que era seu dever patriótico viabilizá-lo, mesmo que com custos ambientais.
Aquela superfície comercial seria, assim, a modos de que um PIN BUÉ DE MAIS, para um ministro do ambiente tipo primeiro-ministro avant la lettre que, por isso, teria a mania de que afinal era mas é ministro da economia.
Nesta hipótese extrema, quem se abarbatou com o dinheiro deveria ter sido o tal Sr. Smith, que teria inventado esta desculpa para esconder o facto, lançando o opróbio sobre os probos e incorruptíveis portugueses, a quem apenas o sentido do dever e o patriotismo teriam movido.

Na outra hipótese extrema, terão havido umas jogatanas e o arrastar de incompatibilidades legais, que uns subornos substanciais, envolvendo o próprio ministro, terão feito desaparecer da noite para o dia.

Entre o "céu" de um ministro com umas prioridades um bocado peculiares e o "inferno" da bandalheira e podridão total, abre-se toda uma série de combinações intermédias, envolvendo nepotismo, tráfego de influência (que são candidamente reconhecidos por alguns intervenientes) e corrupção.
Pois... é que quando se fala da possibilidade de "luvas" o pessoal parece que se esquece que o tráfego de influências também é crime, e nada ligeiro. Se calhar, por se achar que é um direito de quem detém algum tipo de poder e daqueles que os rodeiam.

Olhem... é esperar para ver.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Rapidinhas freepórticas

É uma delícia acompanhar, mesmo que num só jornal, as notícias freepórticas.

Embora as alterações à Zona de Protecção do Estuário do Tejo tenham ficado um ano na gaveta e dela tenham saído miraculosamente a 3 dias das eleições, ao mesmo tempo que a aprovação do Freeport que vieram possibilitar, quer o ministro-megafone de serviço (antes de isto ser sabido) quer o nosso primeiro (já depois disso) juram pelas alminhas que uma coisa não tem nada a ver com a outra.
E a malta pensa... 'Tá bem, abelha!

Entretanto, o DCIAP diz que o processo é urgente por haver políticos envolvidos, mas não há suspeitos.
Horas depois, vem-se a saber que os ingleses não só consideram Sócrates suspeito como gostariam de ter acesso aos seus movimentos bancários.
É caso para dizer "good luck"!...

Então vo'mecês não vêem que a gente, cá nesta terra, só suspeita de quem manda em nós quando estamos nos cafés e nos corredores, nunca oficialmente?
Ainda arranjam para aí um conflito diplomático, com as tropas de choque do nosso primeiro a gritarem contra a intromissão na política e assuntos internos de um país soberano há (quantos são?) séculos, e a voltarem a mudar o hino para «Contra os bretões, marchar, marchar!»...

O que a gente se vai rir...

A crise trocada por cêntimos

Com um agradecimento ao 2º Remador, a versão legendada em português da mais simples e divertida explicação da crise que nos crisa está disponível aqui.

Os snobs que acham que as legendas atrapalham podem linkar a partir daqui.

Divirtam-se e aprendam.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Citações de café (16)

Piadinhas na hora


«Vai lá, vai... Até a Barraka Obama.»

Alegrias e perguntas


1. Bush foi-se


2. Obama chegou



a) E agora, Israel X Palestina?

b) E agora, Zimbabwe?

sábado, 17 de janeiro de 2009

Voltinhas

Nos intervalos da escrita de um chatíssimo texto inglês acerca de um tema muito interessante (...) fiquei a saber que o Toix teve uma exposição fotográfica no Instituto Camões, em Maputo. Pela amostra, lindíssima.
Convido-vos a darem uma vista de olhos no blog e a convencerem-no a afixar mais algumas fotos, para que nós, que não pudemos ver in loco, não percamos tudo.

Entretanto, aí ao lado no "Eu cá gosto", entrou uma referência que há muito lá deveria estar: Wehavekaosinthegarden. Regalem-se.

Vocês 'tão-se a passar!


Mais de 250 alminhas a fazerem 400 e tal downloads de artigos que puz no 4Shared?

Quase 80 maduros que se interessam por Determinismo e Caos Segundo a Adivinhação Moçambicana? 50 e tal que acham a Antropologia À Porta de Casa uma coisa que vale a pena ler?

Querem ver que os direitos de autor do próximo livro ainda vão dar para levar a família a um bom restaurante japonês?

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Em nome de Jeová, o não misericordioso, e cuspindo nos mortos do holocausto

Confesso.
Uma das razões por que tenho andado daqui ausente é a impossibilidade de não comentar aquilo que se está a passar em Gaza e a difculdade emocional de (tal como em relação ao Zimbabwe) o fazer sem me tornar insultuoso e repetitivo.

Mas o bombardeamento, pelas tropas de Israel, da delegação da ONU e das instalações dos jornais internacionais que ainda não conseguiu calar ultrapassa em tudo os níveis de decência, estupefacção e nojo que se poderiam imaginar.

Perante algo como isto, não vou proferir impropérios, nem repetir ou comentar debates de abstracta política internacional que já todos ouvimos.
Digo apenas o seguinte:

Hoje, o estado de Israel considera que pode e deve quebrar todas as regras de guerra e de decência, mais básicas à civilização de que partilha. Só se pode fazer isso quando se considera o opositor infra-humano.
O estado de Israel cospe na morte e na memória dos milhões de judeus cujo holocausto legitimou a sua existência.

Uns desenvolvimentos de realpolitik, aqui e aqui. E mais aqui.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

MOÇAMBIQUE EM ANÁLISE - amanhã, no ICS

Um regresso rapidinho, só para vos dizer que na próxima 4ª feira, 14 de Janeiro, se vai realizar no ICS, Lisboa, o seminário "Moçambique em Análise", com os seguintes intervenientes:

10h./12h.30m.
- Danúbio Lihahe (UEM) "Cheias e reassentamento de populações no vale do Zambeze"
- Paulo Granjo (ICS – UL) "Albinos, prisioneiros, deportados e contrato social"
- Jason Sumich (London School of Economics) “The Mozambican case as a critique of the neo-patrimonial interpretation of African elites”

14h./16h.30m.
- Fernando Florêncio (Un. Coimbra) "Estado Novo, Estado Velho. Um tipo de neo-indirect rule em Moçambique"
- Sofia Aboim (ICS – UL) “Reapropriar a tradição: significados contemporâneos da poligamia”
- Linda van Kamp (VU Un. Amsterdam) "Navegação transnacional em Maputo: porque é que o Pentecostalismo brasileiro importa para o casamento, o amor e a sexualidade"


Às 18 horas, será feito o lançamento público do número da Análise Social subordinado ao tema "Moçambique Actual - continuidades e mudanças", do qual apresentarão leituras críticas Adolfo Yañes-Casal (FCSH - UNL) e Manuel Ennes Ferreira (ISEG - UTL).

São todos bem-vindos!