terça-feira, 10 de março de 2009
Momento humorístico na AR
Começo a perceber as razões do voto de pesar pela morte desse grande pacifista e democrata, o cónego Melo.
Tiraram a noite para me envergonhar
Migração, Saúde e Diversidade Cultural
Citações de café (17)
COPO VAZIO, OU A TRANSBORDAR
Neste caso, poderíamos também chamar-lhe uma "teoria popular da lógica socrática".
Alguém se queixa a José Sócrates: «Vê o que está a fazer ao país? Agora, até estudantes universitárias têm que se prostituir para pagarem as propinas!»
«Nada disso!», responde o nosso primeiro. «Como vê, eu governo tão bem que até já as prostitutas vão para a universidade.»
domingo, 8 de março de 2009
As costas largas de Adam Smith
Referindo-se aos recentes assassinatos do CEMGFA e do Presidente da República, o ministro da defesa da Guiné-Bissau acusou «mãos invisíveis» de quererem «decapitar» o país.
É claro que há duas belas vantagens nesta acusação.
Se as mãos culpadas são invisíveis, não são as nossas, nem das restantes figuras bem visíveis, públicas e respeitáveis.
Por outro lado, se são invisíveis, é compreensível que a gente não as consiga descobrir e que os crimes fiquem impunes.
Mas é curioso, mesmo tendo a desregulação neo-liberal ficado com o rabo de fora em Wall Street, que as coitadas da oferta e da procura sejam acusadas de homicídios políticos.
Entretanto, também é verdade que, cruzando-se neste caso dúvidas acerca do narcotráfego em que meio mundo estará envolvido, até pode ser que a metáfora económica utilizada pelo Sr. ministro tenha bastante justificação. Seria essa forte acusação que ele tinha em mente?
Nãã...
Em Portugal, entretanto, o nosso primeiro prefere as metáforas mafiosas às económicas, quando se confronta com acontecimentos indesejados.
Surgindo à tona de água suspeitas de corrupção, ou pelo menos de favorecimento ou decisões legitimamente suspeitas, durante o seu consulado como ministro do ambiente, não fala de «mão invisível», mas de «mão negra».
Assim mesmo, tipo Camorra.
O que, convenhamos, também é uma expressão um bocado mal escolhida e invocadora de associações indesejadas pelo próprio, se tomarmos em conta que o nosso primeiro pretende, com ela, desvalorizar suspeitas de comportamentos que, na linguagem popular, caem sob alçada da palavra "mafiosos".
As implicações desta expressão da «mão negra» são, por outro lado, também um bocado chatas na boca da 3ª figura do Estado, responsável pelo poder executivo.
Porque, embora parte da acusação caia sobre os jornais (velho clássico do discurso político acossado, mas que pelo menos ataca uma parte da fantasmagórica "sociedade civil"), o grosso cai sobre o sistema judicial.
Temos, assim, um primeiro-ministro a chamar mafiosos aos juízes e procuradores, tanto nacionais quanto da terra do muito amigo Labour Party. A desacreditar o Estado, afinal.
Enfim... Talvez os políticos que falam em português devessem começar a procurar metáforas com pés, em vez de mãos, quando o mundo não corresponde aos seus desejos.
Porque parece que foi com os pés que foram pensadas e escolhidas estas metáforas de mãos «invisíveis» e «negras».
Roubaram-me as pintinhas!
«Não se preocupe, que as suas bolinhas vermelhas do ano anterior ficam em arquivo, para matar saudades», dizem eles.
Pois sim! Então isto é lá imagem que se apresente?
E depois, são enganadores. A gente clicka e não see nada.
sábado, 7 de março de 2009
Já não se pode mandar um político «p'ró caralho»...
Pudicamente, as legendas televisivas - que se tornaram necessárias por a gravação de som ser má - apenas diziam «Vai p'ró c.......», enquanto os jornais se referem a «um palavrão».
Mais pudicamente ainda, foram de pronto pedidas desculpas (embora não ao representante popular enviado para penianas paragens) e, facto que julgo ser único e de duvidosa legalidade, retirada a frase das actas da AR, onde fica registado tudo o que se diz no hemiciclo, por muito irrelevante ou bronco que seja.
Quem se dê ao trabalho de reler essas actas (como eu fiz em relação a um período relativamente curto da nossa história recente) divertir-se-á perdidamente, ao encontrar os insultos mais escabrosos e ao constatar o profundo conhecimento (e por vezes utilização criativa) que os representantes da nação demonstravam ter do vernáculo português.
É verdade que o uso parlamentar dos palavrões nunca chegou, pelo menos na época que li, ao humor refinado daquela troca de palavras entre a saudosa Natália Correia e um deputado que, na primeira discussão de uma lei de despenalização do aborto, defendeu que o sexo só se deve destinar à reprodução. Perguntou-lhe a poetisa: «Então, Vossa Excelência só uma vez fez truca-truca». «Não - respondeu o homem - Eu tenho dois filhos». «Então, Vossa Excelência fez truca-truca, truca-truca».
É verdade, também, que este homicídio sócio-intelectual teria muito menos piada se a senhora tivesse dito «foder», em vez de «truca-truca».
Mas até nas utilizações insultuosas de palavrões se descobre pontualmente, lá nas actas da AR, uma boa dose de humor. Tal como se descobre (os nomes ficam registados) que o vernáculo parlamentar é transclassista, transpartidário e abrange desde pessoas que pouco estudaram até professores catedráticos.
O que, convenhamos, não deixa de ter o seu interesse histórico para as gerações vindouras...
Tão pouco estão ausentes do hemiciclo piadas brejeiras quase infantis. Como quando o seu então presidente Mota Amaral, apesar da imagem puritana e quase ascética que projecta, não evitou acrescentar, ao colocar à discussão ou votação um qualquer artigo 69, «Sessenta e nove… curioso número».
Perante estes hábitos e antecedentes, o actual sarrabulho politico-mediático e esta auto-censura a posteriori justificam, portanto, que pensemos um pouco no assunto.
Esta boa gente da população parlamentar passou, de repente, a ser recrutada entre os linguisticamente mais contidos membros das várias classes e camadas sociais?
Passaram a ser-lhes exigidos – e aos jornalistas – elaborados cursos de boas maneiras para terem acesso às suas funções?
É por isso que um parlamentar «Vai p’ró caralho» se tornou genuinamente insuportável para os seus ouvidos e sentido de sociabilidade?
Ou será que, enquanto representantes da nação, passaram a temer que a nação não se sinta representada por quem profere tais impropérios?
Ou será, ainda e pelo contrário, que passaram a considerar que comportamentos como aquele que está a ser tão discutido são demasiado “populares” para representantes do povo - implicando essa ideia que deverão projectar, enquanto grupo e independentemente das suas filiações partidárias (pelo menos desde que “respeitáveis”), uma imagem de esclarecidas elites intelectuais e morais, segundo os critérios dominantes que imaginam ser os das elites sociais?
Não constando que a primeira hipótese seja verdadeira, passemos às restantes.
A segunda hipótese lógica (por muito louvável que fosse à luz dos princípios de uma democracia representativa) também não tem muito por onde se agarrar.
Se os palavrões e esta forma peculiar de reagir/argumentar contra aquilo que se considere ser um ataque pessoal podem ser popularmente considerados “de tasca”, não só há cada vez menos tascas e as que existem perdem cada vez mais a sua importância enquanto espaços significantes de sociabilidade e cultura, como esse rótulo tasqueiro não corresponde à realidade.
Gritada ou sussurrada entre dentes, trata-se de uma frase/reacção argumentativa em que 97,5% dos portugueses se reconhecem nos sítios mais diversos (desde o lar doce lar até ao emprego e ao chefe), apenas com o senão de 53,5% deles ficarem surpreendidos por não se seguir a isso uma cena de chapada ou, de preferência, um muito nacional «agarrem-me, se não eu vou-me a ele(a)».
Para mais, essa vasta maioria terá tendência a gozar com os restantes 2,5% que não conseguem recorrer ao vernáculo sequer quando martelam um dedo e que se arrepiam quando outros o fazem.
Pode ser, então, que a coisa tenha a ver com a terceira hipótese. Relembrando, com a tentativa de um grupo heterogéneo, com acesso a instâncias de decisão e poder mas que só em raros casos é formado pelos elementos mais brilhantes, “bem instalados” ou “bem formados” da sociedade, de legitimar a sua posição de proximidade ao poder apresentando-se como uma elite “bem formada” segundo os critérios dos “bem instalados” – o que, entre as camadas sociais intermédias (no vulgo pseudo-científico, “pequena-burguesia”) faz desconfiar também de que serão brilhantes.
Ou, numa linguagem menos precisa mas mais estimulante, um saco de diferentes gatos que se “armam aos cágados” a partir daquilo que imaginam que os cágados serão, para se justificarem, enquanto grupo, como os melhores (porque mais cagadais) representantes dos outros gatos.
A hipótese parece-me tão evidente que tenho até dificuldade em argumentá-la. Talvez isso possa ficar para a caixa de comentários.
No entanto, o assunto arrasta outras dúvidas e questões.
Será que estou a ser mauzinho e que a frase «vai p’ró caralho» é pior que tantas outras já utilizadas naquele local, por isso tendo suscitado, afinal, estas reacções?
Bem… eu li-a por várias vezes em comentários parlamentares do passado recente. Pode até dizer-se que é a mais tradicional e menos criativa das frases utilizadas em situações semelhantes – ou, até, quando os deputados sentem que foram insultadas as posições do seu partido, e não eles próprios.
E temos que concordar que, assim como assim (e embora a frase tenha algum travo homofóbico quando dita a homens, e marialva quando lançada a mulheres), sempre é menos desagradável do que atribuir profissões pouco respeitáveis às mães dos oponentes, ou mandá-los «para o raio que os parta» - o que, não contendo embora palavrões, é afinal o rogar de uma praga e um desejo de morte.
Claro que quem manda alguém «para o raio que o parta» raramente está a desejar a morte, ou à espera de que a sua praga se concretize. Está mais a, para além de desabafar um antagonismo e desagrado, mandar o outro desaparecer, dar uma volta, sumir-se. Tal como, afinal, quando o manda «p’ró caralho».
Vista a coisa por este prisma, trata-se de facto de sentimentos (e sua expressão) pouco consentâneos com a cultura democrática que deveriam perfilhar os representantes eleitos para uma instituição que se legitima, precisamente, pela democracia e consequente coexistência de diferenças.
Mas duvido muito que tenha sido este tipo de leitura semiológica da coisa que, emergindo subitamente, tenha levado a tanto burburinho.
Tanto mais que, em termos mais gerais e para mal dos pecados de deputados e governantes, a possibilidade de irem «para o raio que os parta» (ou, se preferirem, «p’ró caralho») é um aspecto fundamental da legitimidade dos cargos que ocupam. Embora, claro, sendo mandados para esses sítios (ou para a reforma, dourada ou não), pelos fantasmagóricos eleitores, e não directamente pelos seus opositores directos.
Ou seja, podemos jocosamente dizer que qualquer tentativa de impedir que se mande um deputado ou governante «p’ró caralho» é intrinsecamente antidemocrática – mesmo que seja outro deputado a fazê-lo, já que também ele é eleitor.
Mais a sério, podemos achar ridículo que novas preocupações de imaginada respeitabilidade façam de uma barrasquice parlamentar um assunto de primeira página e de diplomacia inter-partidária.
Mas não podemos aceitar que, para dar vazão a essas preocupações e às motivações que lhes estejam por detrás, se censurem as barrasquices das actas parlamentares.
Se acham a questão assim tão importante, mudem-se a vós próprios. Não tentem fazer desaparecer a história no próprio dia em que ocorre.
É a crise!
O governo só tem pequenas obras para inaugurar em ano eleitoral!
Leitura imediatista: a crise está a pôr em perigo o regime e as suas mais essenciais tradições.
Leitura processualista: anda por aí uma grande incompetência e falta de planificação.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Zimbabwe Blues
quinta-feira, 5 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
Eu só estou bem...
Porque embora o que os outros vêem, no meu trabalho, seja o resultado do espremer da esponja, o que me dá nele maior prazer é a fase em que a esponja absorve.
Manias...
Mas, talvez, uma boa desculpa para revisitar o Estou Além, do António Variações.
Mais um antropoblog
É prioritariamente dirigido aos meus alunos do ICS e da FCSH, enquanto espaço de informação, encontro, debate e esclarecimento que sirva de apoio às cadeiras.
Mas está aberto a toda a gente que se interesse pelos olhares antropológicos acerca do político.
Se for esse o vosso caso, vão passando por lá de vez em quando.
Eu, pelo menos, tenho aprendido muito e questionado muita coisa, nos contactos com os meus alunos.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Só um arrufo entre amigos...
O porta-voz do exército sugeriu que o ataque a Nino Vieira foi feito por militares próximos de Na Waie, o assassinado da véspera, como retaliação. O que pode ou não ser verdade, mas que o Público já toma por dado adquirido nesta notícia, talvez julgando que isso dos exércitos são, em todo o mundo, estruturas hierarquizadas numa única linha - e nunca um entrecruzar de grupos de interesses que só têm de comum com militares o facto de terem fardas e armas, podendo por isso dedicar-se a toda uma série de actividades mais lucrativas.
O realmente curioso nessa tal notícia é, contudo, o facto de as «chefias militares» (quais?) terem distribuído um comunicado a dizer que não havia nenhum golpe de estado.
Está certo que mataram o Presidente da República. Mas «irão respeitar os poderes constituídos e dialogar com o Governo» - ou seja, o Governo vai ter que negociar com eles para continuar a existir e se encontrar uma solução.
Então, não será bem um golpe de estado; será assim mais a modos que um assassinato dialogante do chefe de estado. Ou, talvez, uma forma de comunicação um pouco mais assertiva...
Uma das coisas mais peculiares neste caso é que, num certo sentido, isso até pode ser verdade.
Pode ser que tudo tenha simplesmente a ver com o controle do tráfego de droga e do acesso aos restantes recursos, e que os cargos ocupados pelos defuntos sejam secundários em relação ao que de facto esteja em jogo.
Outra das coisas mais peculiares é que isto é também expressão de uma ideologia que talvez não seja tão nova assim, mas se está a tornar mais evidente em vários países africanos, à medida que o tempo passa e que vão emergindo alternativas políticas aos antigos movimentos de libertação: o suposto direito dos libertadores a, por o terem sido, para sempre mandarem no país respectivo e se apropriarem dos seus recursos.
Só isto explica a recente moda dos "governos de unidade nacional", por si presididos, quando os "libertadores" perdem eleições, ou a extraordinária complacência regional para com tudo o que sucedeu no Zimbabwe.
Mas num país como a Guiné-Bissau, onde acabou por haver uma ruptura entre o movimento de libertação e as forças armadas que se continuam a representar como libertadoras, e em que mesmo estas se fragmentaram em rivalidades entre grupos de interesses muito pouco militares, as lutas de legitimidade podem, de facto, acabar por se assemelhar bastante ao mero banditismo.
Ou, se quiserem, a um mero arrufo entre amigos.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Filhos de quatro patas
Hoje, no passeio da manhã, a coisa lá voltou ao normal e, de regresso a casa, fui ufano contar a novidade à minha senhora.
Sendo eu pai, já tinha visto entrar, para os motivos de conversa conjugal, os cocós de bebé e de criança pequena.
Mas, desta vez, não consegui deixar de pensar:
«Que raio!... Então não é que estou a discutir caca de cão com a mulher com quem casei?»
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Cerejeiras cardinalícias em flor
No caso dos primeiros "Pês", a ligação deriva de uma obsessão pelo sexo, herdada das pancadas do santo meu homónimo e reforçada por uma historicamente tardia imposição de celibato - que, dizem as más línguas, terá aumentado o recurso às segundas e aos terceiros "Pês", para além da sedução/violação de criancinhas.
Isto a par, claro, de uma bem mais saudável produção de "afilhados", ou de humanas erupções como aquelas que deram origem a dois livros razoavelmente eróticos e com a palavra "crime" no título - como se as paixões, sublimadas ou carnais, fossem criminosas.
As segundas "Pês", está claro, estão ligadas à sexualidade por capitalizarem profissionalmente essa obsessão, seja por parte dos primeiros "Pês", seja dos desgraçados a quem as sexualizadas prédicas deles infernizaram a vida.
Já os terceiros "Pês" não podem deixar de carregar consigo a ligação à sexualidade, visto que foram sendo empurrados, ao longo dos tempos, para uma definição de si próprios que os reduz ao particularismo de se sentirem atraídos por pessoas com genitais semelhantes aos seus, por muito que cada um dos assim catalogados seja bruto ou simpático, genial ou boçal, egoísta ou generoso.
Mas, uns dias depois da patética censura a um desfile carnavalesco em Torres Vedras, Braga ganhou um quarto "Pê" ligado à sexualidade: os polícias.
Então não é que, numa feira do livro, houve umas alminhas fardadas que decidiram apreender os exemplares de um book, por ter na capa uma pintura "pornográfica", acima reproduzida?
Vieram depois a alegar os seus chefes que a apreensão, que continuavam a achar uma coisa normal, se devia ao «perigo de alteração da ordem pública». Ou seja, houve umas outras alminhas (com dimensão intelectual e emocional semelhante à das retratadas em seguida, por Sokal, nos Premières Enquêtes do Inspecteur Canardo), a ameaçarem que faziam e aconteciam, pelo que os bons dos polícias acharam que, em vez de lhes mandarem ter juízo e, se necessário, impedirem os desacatos que ameaçavam, deviam aceder às ameaças de violência.
Mais tarde ainda, os livros foram devolvidos. Não porque a PSP reconhecesse que os seus agentes de defesa da lei tivessem cometido uma ilegalidade cretina e um gravíssimo abuso. Não! Foi porque a reprodução, afinal, era de «uma obra de arte», o que fazia com que deixasse de ser pornográfica...
Não vou aqui discorrer sobre legalidade, censura, abuso de autoridade, ou sequer sanidade intelectual.
Só comento:
A "ordem pública" posta em causa, em 2009, pela pintura de uma vagina?
Querem ver que o tal de "poder feminino" é, afinal, tão enorme e tenebroso como o pintam os machos com psicose da castração?
"First Pet" continua a ser português
Obama vai adoptar um cão de água português para o cargo de "first pet".
Segundo fontes bem informadas, a decisão terá sido tomada por os acessores lhe terem garantido que ficava mal não aceitar nenhuma das sugestões que o Bush lhe tinha feito, na hora de passagem de poderes.
Ora o George W terá garantido a Obama que, desde a Cimeira das Lages, ficou com a certeza de que não há pets tão fieis como os portugueses.
Como bem se confirma pelos novos dados acerca dos voos da CIA para Guantanamo.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
E eu sem vender a casa...
É notícia do dia que a taxa Euribor desceu abaixo dos 2%.
Não percebo porque é que a minha casa antiga, um verdadeiro docinho na very typical zona de Alfama/Portas do Sol ainda continua à espera de comprador.
Olhem: se estão interessados, avisem para o antropocoiso@gmail.com ...
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Brinquedos, guerra e dinheiro
Fazendo um esforcinho para voltar ao ritmo, aqui vai:
Uma guerra fora de casa é sempre um óptimo negócio para muitos.
Mas, se ganhar dinheiro com os canhões e com a manteiga continua a ser um incontornável clássico, e se a reconstrução "humanitária" e o petróleo estão mesmo a dar (fazendo os diamantes parecerem trocos), o pessoal do Pentágono decidiu meter a mão na massa e dar sumiço a 125.000 milhões de dólares (dos States, não do Zimbabwe) destinados à reconstrução do que tinham destruído.
Azar! Deu-se pela falta deles.
Os militares parece não terem percebido que, por muito que se tenham transformado em managers, só com o know-how civil das boas famílias e melhores relações (e, de preferência, com umas geracções de experiência) é que se consegue roubar à séria e sem ser apanhado.
Entretanto, soube-se agora que, por alturas do meu post anterior (há uma eternidade, portanto), colidiram dois submarinos nucleares, um francês e outro britânico. A razão do choque estará, provavelmente, nas tecnologias de anti-detecção que utilizam e no segredo de estado acerca das suas rotas. Ao que parece, só dão uns pelos outros utilizando a conhecida técnica de estacionar o automóvel "de ouvido".
Acontece que, para além do perigo representado pelos seus mísseis (também eles nucleares), uma fuga nos reactores destes brinquedos seria um pesadelo incomensurável para o mar e a humanidade.
Eu bem sei que, para além de um importante produto económico, estas vagamente fálicas maquinetas de destruir o mundo substituiram, já há décadas, os mega-porta-aviões nos concursos de medir pilinhas que vão sendo realizados entre os países poderosos ou que querem acreditar que o são.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Seminário sobre Poder em África
Haverá comunicações deste vosso criado e de José Jaime Macuane (UEM), Daniel Costa (UCV), Edalina Sanches (ICS), Gerhard Seibert (CEA-ISCTE), Elisabete Azevedo (U. Cape Town), José Reis Santos (UNL) e um orador a anunciar, moderadas por Franz Heimer, Marzia Grassi e Marina Costa Lobo.
Podem aparecer à vontade, que a gente não morde.


















