domingo, 5 de abril de 2009

Cégada comercialeira

Para que acontecesse a uma hora que desse maiores audiências televisivas na Europa, o G.P. da Malásia foi alterado para o fim da tarde local.
Sabia-se (e foi dito e comentado nas últimas semanas) que, por lá e nesta altura do ano, anoitece muito cedo e é raro não chover a potes nos fins de tarde.

A direcção comercial da Fórmula 1 (o inefável Bernie Eclestone) decidiu apostar contra todas as probabilidades.
E a corrida teve que ser interrompida, sob um enorme dilúvio.

Os telespectadores europeus e os canais de televisão que pagaram a transmissão a peso de ouro devem estar muito satisfeitos. Ou não?
E quem gosta realmente deste desporto?

Parece estar provado que os velhotes gananciosos que gerem esta coisa já ultrapassaram o prazo de validade. E não aprenderam muito, nos últimos meses.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Notícias do dia 1

A União Europeia apresenta ao G20 uma estratégia concertada de superação da crise financeira e ambiental, que já recebeu o acordo de princípio dos restantes participantes.
Algumas das medidas ventiladas terão a ver com a forte taxação das mais-valias obtidas em transações bolsistas e seu canalizamento para segurança social e sistemas redistributivos, a par de estratégias de forte investimento na pesquisa, produção e aplicação de substitutos de maquinaria e transportes emissores de carbono.


À margem do encontro, Obama e Hu Jintao comprometem-se a abolir «rápida e definitivamente a pena de morte», nos países respectivos.

José Sócrates exige uma «investigação célere, completa, transparente e com imediato acesso a todos os dados que os investigadores considerem necessários» acerca do caso Freeport.
«Seria inconcebível, em termos éticos e para a saúde do regime democrático, que um primeiro-ministro tentasse ignorar tão grave suspeição, ou algo fizesse para obstacularizar o seu esclarecimento», declarou durante as jornadas Parlamentares do PS.

O Papa esclarece os reais fundamentos da sua oposição ao uso do preservativo pelas outras pessoas: «É necessário todo o latex disponível, para construirmos um objecto concebido sob inspiração divina, destinado a proteger a humanidade das posições teológicas que tenho vindo a produzir nas últimas décadas».

1 de Abril de 2009

domingo, 29 de março de 2009

Ó p'ra nós com uma igreja civilizada!

No seguimento da tomada de posição do Bispo de Viseu, o Bispo das Forças Armadas veio defender que «proibir o preservativo é consentir na morte de muitas pessoas» e que as pessoas que aconselham o Papa deviam ser «mais cultas».

Mais comedido, o Bispo do Porto não deixou no entanto de afirmar que, se a grande solução para o problema da sida é comportamental, o preservativo é um «expediente» que poderá ter «o seu cabimento nalguns casos».

Face às posições indiscriminadas do actual Papa e ex-Inquisidor-Mor (que obviamente, ao contrário das cores com que o quiseram pintar, não é tolinho nem desbocado e pensa mesmo aquilo que diz), dá vontade de a gente deixar cair o queixo e esclamar:

Ó p'ra nós, com uma igreja civilizada!

sábado, 28 de março de 2009

Ainda o excomungam

Soube hoje, num telejornal da hora do almoço, que um senhor exortou os(as) seropositivos(as) a usarem preservativo, caso decidam ter relações sexuais.

E perguntam vocês: isso é notícia?
Não é uma coisa do mais comum bom-senso e sentido de humanidade?
A disseminação deliberada de doenças mortais não está, para além do mais, criminalizada?
E, a fazer-se uma exortação, ela não deveria ser alargada aos seronegativos?

Pois é.
Mas acontece que o tal senhor tem como profissão ser Bispo de Viseu.
Portanto, esta tímida e consensual exortação ganha um peso totalmente novo e torna-se merecedora de elogio. É a vida.

Assim como assim, ainda excomungam o homem...

sexta-feira, 27 de março de 2009

Os cavalos a correr...

Começou, na Austrália, o mundial de fórmula 1.
E, a julgar pelos treinos, com as cartas muito mais baralhadas.

Com um abraço ao Zé Paulo, aqui ficam os meus desejos de que tudo se decida nas pistas e de que, já que os carros ficaram mais feios com as novas regras, isso ajude a vermos coisas parecidas com estas.

Detroit 1990



Donington, 1993




Dijon 1979

quinta-feira, 26 de março de 2009

Neo-neo-colonialismo


Pode bem ser que nos edifícios construídos em África por empresas chinesas os tectos não sejam de fiar e os fios eléctricos se derretam dentro das paredes, ou que as pontes que constroem tenham a aborrecida tendência para cair.
Pode bem ser que importem trabalho semi-escravo do Celeste Império e que sejam mais racistas do que qualquer nacionalidade que passe por África.
Pode bem ser que pilhem as matérias-primas, sem terem que se preocupar com outro indirect rule que não no campo dos negócios.

Mas a China põe montes de 'massa' em África e tem uma postura "muiiito prááática" quanto à eventual necessidade de parte desse dinheiro servir para "agilizar" os negócios, ou acerca da forma como os governantes tratam a população - desde que a controlem e os tais negócios fluam.

E damos connosco a verificar que mesmo a África do Sul, o gigante económico africano, nega vistos ao Dalai Lama, para não prejudicar as relações com o Grande Irmão do Leste.

Isto está bonito...

Dramas for all seasons

Gostava de descobrir quem é @ brilhante estratega que organiza a agenda de temas políticos da líder do PSD.

Agora, com o Freeport nas bocas do mundo e um transfuga do partido a ser julgado por corrupção, afivela o ar severo do costume e vem revelar-nos que «a corrupção é um grande constrangimento ao desenvolvimento do país», e que «essas questões dos licenciamentos, das autorizações, das burocracias, são fonte grande de corrupção».

Para além do carácter estraordinariamente inovador da segunda afirmação, que ninguém nunca tinha ouvido na vida, esta declaração e o seu timing levantam umas duvidazitas.

Não é que a corrupção não seja, sempre, um assunto muito grave e, sobretudo, uma imensa obscenidade. Claro que é.
Mas não será um pouco desajustado culpá-la pela falta de desenvolvimento em Portugal?
E porque não, já agora, pela crise económica portuguesa que precedeu em muitos anos esta crise financeira, ou pela incapacidade de aplicar os fundos europeus na construção de uma economia desenvolvida e sustentável, que se vem ininterruptamente arrastando desde os governos de Cavaco Silva até à actualidade?

Depois, o timing parece um bocado descarado. E o que é evidente de mais, a malta desconfia. E pergunta-se.

Trata-se de uma tentativa um bocado canhestra de aproveitamento do que vai estando nos jornais?
Ou será que Manuela Ferreira Leite decidiu emular sua santidade o papa?

Também no caso dela, contudo, temo que lhe faltem alguns atributos para vir a ganhar o concurso de Miss Qualquer Coisa.

Habitação contra a crise

O governo Lula anunciou a construção de 1 milhão de habitações sociais, sobretudo no sul (S.Paulo e Rio de Janeiro) e no nordeste.

Como a medida não busca apenas equidade social e melhores condições para uns milhões de pessoas desfavorecidas, mas também estimular a área da construção civil, é de esperar que seja bem recebida até pelos mais ricos - ou, pelo menos, de forma mais consensual do que as medidas "despesistas" e "subsídiodependentes" que permitiram reduzir o número de pobres no Brasil, ao longo dos últimos anos.

quarta-feira, 25 de março de 2009

O país dos estagiários

José Sócrates descobriu a solução para a crise e a competitividade nacional:

nota: Escusam de me convidar para avaliar de novo a (in)utilidade formativa dos estágios profissionais e sua (ausência de) contribuição para o emprego. Ainda era capaz de chegar à mesma conclusão de há anos atrás, e lá se me ia o alegre optimismo suscitado por esta profunda e fina análise do nosso primeiro...

domingo, 22 de março de 2009

The times they are a'changing

País a país, através do voto e raramente com recurso a caudilhos ou a retóricas mais inflamadas que consistentes, as Américas ditas latinas têm vindo a virar à esquerda.

Esta semana, passou quase desapercebido um acontecimento com muito maior peso simbólico do que o anterior regresso dos sandinistas ao poder, na Nicarágua:

As eleições presidenciais de El Salvador foram ganhas pelo jornalista Mauricio Funes, da Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional.
Sim, essa mesma. A da guerrilha dos anos 80, contra um dos regimes mais descaradamente iníquos e homicidas do continente. Frente que, entretanto, se moderou nos seus propósitos e discurso, sem que no seu centro deixem de estar a equidade, a justiça social e a dignidade.

Para um velho cúmplice das Américas, a quem hoje em dia poucos pormenores chegam do quotidiano que por lá se vai passando, a notícia provoca um razoável espanto e uma alegria imensa.

Assim à primeira vista, pelas minhas contas e deixando de fora as Guianas e as antilhas (de que, confesso, não estou a par), só a Colômbia mantém um governo da "velha guarda" direitista pura e dura. E entre os restantes só encontro, sem pelo menos um cheirinho a esquerda, o Belize e a estável democracia costa-riquenha.

Para além das alterações país a país que daí decorrem, trata-se de um quadro regional completamente novo e único.
Quem não se lembra dos tempos em que a Costa Rica era, pelo contrário, a única pincelada democrática (embora, como ainda agora, tutelada pelo grande irmão do norte), num mar de ditaduras e regimes violentamente autoritários ou oligárquicos?

Com a mudança de governos, muito mais tem vindo paulatinamente a mudar.
Sob a sua forma recentemente mais visível, talvez, na unânime tomada de posição dos governos da região contra a possibilidade de golpadas separatistas ou intervenções externas na última crise boliviana.
Conforme disse na altura, é todo um novo estatuto internacional (e toda uma nova dignidade) que a situação presente permite que a região assuma.

Esperemos que as boas intenções internas da administração Obama sejam extensivas às suas relações com o sul e que a sua detentora da pasta internacional, a Srª Clinton, seja capaz de reconverter os seus hábitos mentais a este novo relacionamento e dignidade.

De como o silêncio diz muito - 2

A novela "Provedor de Justiça", que já trouxe à baila uns posts abaixo, começa a lembrar-me a história de solidariedade portuguesa com Timor.


Antes de Stª Cruz e seu impacto mediático internacional, havia um pretendente a um trono inexistente explicando na TV que se tratava de um caso perdido por a Indonésia não se poder dar ao luxo de fragmentar o seu império, enquanto os governos e partidos só à última hora se lembravam de enfiar umas palavrinhas acerca do assunto, pro forma, nos seus programas e moções de estratégia, e os cidadãos comuns (entre os quais me incluo) pensavam em tudo menos nisso.
Subitamente, todas as instituições e figuras públicas eram apoiantes desde sempre (e sem um minuto de distração) da causa timorense e nós, populaça anónima, empenhámo-nos na mais consensual, sincera e comovente onda de solidariedade a que este país assistiu desde o pós-25 de Abril.

Desta vez, ninguém deu pelo Provedor de Justiça ao longo dos últimos anos e ninguém se preocupou com isso.
O homem acabou o mandato há 8 meses e tão pouco alguém reparou.
Agora, por causa de desavenças acerca do seu sucessor (que tem o ar de ter começado a ser discutido para aí há duas semanas, num estilo «G'anda bronca! Esquecemo-nos daquele gajo há um ano atrás!»), é uma roda viva de declarações.

Paulo Portas acorda e eleva o assunto a questão de Estado (que efectivamente é e sempre deveria ser, para além de uma questão de cidadania) e tenta passar a bola ao Presidente da AR.

O antecessor da D. Manuela aproveita mais uma para lhe chamar incompetente, dizendo que o PSD devia ter preparado uma lista de nomes inquestionáveis para o cargo. Esquece-se de acrescentar que isso deveria ter sido feito durante o seu consulado...

Porque, esclarece, «dificilmente o país teria um melhor provedor do que Jorge Miranda», donde decorre que «só por birra ou por que não se aceita uma proposta que vem dos outros é que se recusa um nome desses».

Portanto:
- Se o nosso primeiro acha que é bom, é porque é incontestavelmente bom. Ter dúvidas acerca disso é ser birrento ou mal intencionado.
- Embora as relações entre os irmão siameses PS/PSD se tenham pautado pela regra tácita exactamente inversa, é agora birrento que o mano não governante ache um bocado de mais que todos os jobs não governativos e estatutariamente independentes vão para os boys do mano que já tem o governo para brincar.

Mas o que me preocupa, de facto, não são realmente as subversões dos gentlemen agriements do centrão, ou o súbito ruído mediático.
O que me preocupa é a irrelevância a que votámos, todos nós cidadãos, a Provedoria de Justiça, ao estarmo-nos nas tintas para o silêncio que foi a sua única forma de existência nos últimos anos.

sábado, 21 de março de 2009

Rico menino!


E logo em Angola. (Mas também é verdade que bem podia ser, com acutilância semelhante, numa série de outros sítios, desde que se substituísse palavra "África" por outra...)

Ou seja, tentou apagar a calinada anterior (que de calinada só teve o não compreender que a posição expressa não é socialmente aceitável - já que da própria posição está ele bem convicto) com um apelo que é consensual para quase todos e irrelevante para os corruptos.
Afinal, nada que uma concorrente a Miss Qualquer Coisa não dissesse. Logo acrescentando, claro, desejos de paz no mundo.

Rico menino!
Só é pena ser tão feio, ou ainda ganhava o concurso.

sexta-feira, 20 de março de 2009

De como o silêncio diz muito

Soube hoje que o PS e o PSD romperam negociações acerca do futuro Provedor de Justiça.
E também que o cargo do anterior acabou há já 8 meses, sem que ninguém pareça ter dado conta disso.
E ainda (o que será menos irrelevante, já que não se trata de ignorância ou desinteresse por minudências, mas do esquecimento de uma coisa que sabia há alguns anos atrás) que quem ocupa esta função teóricamente essencial à cidadania é Nascimento Rodrigues. O senhor da foto.

Da política (embora em segunda linha) devem lembrar-se dele.
Até talvez se lembrem - como eu - que, nalguma vaga altura, ele foi designado Provedor de Justiça. Agora que isso vos (nos) foi lembrado.
Certamente não se lembram dele no exercício do cargo - que, por nada ter de vinculativo, depende totalmente da sua visibilidade pública.
E provavelmente lembrar-se-ão dos seus antecessores, mesmo que num caso ou outro.

O que coloca sob os holofotes uma questão bem mais importante do que saber quem é o senhor que se segue.
Acontecendo tudo o que acabei de deixar escrito, parece que a instituição Provedor de Justiça entrou em coma profundo sem que a gente se tenha sequer dado conta.

É uma figura socialmente irrelevante, apesar da sua ausência de poder de decisão? Muito longe disso!
Então, algo de errado existe, não apenas no exercício (?!) do cargo pelo seu actual ocupante, mas também na nossa relação com ele e com a nossa exigência de justiça e de cidadania.
Afinal, não só deixámos um senhor que ocupou uma instituição importantíssima matá-la de letargia, como lhe demos razão, ao nem sequer darmos por isso.

Às vezes, parece realmente que cada povo tem o governo (e as instâncias de poder não governativo) que merece.
Mas repetir essa frase brilhante, ficando muito satisfeitos com a sua sagacidade (que não é nossa) e perversidade, não é mais, afinal, do que uma segunda demissão.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Moralidades genocidas

A África do Sul, maior potência do continente, teve um Presidente que punha em causa que a SIDA fosse provocada pelo VIH, uma Ministra da Saúde que declarava o alho e a batata africana como a melhor terapia para a doença e terá um Presidente capaz de dizer em tribunal que toma duches quentes depois do sexo, para evitar o contágio.
Provavelmente, posições e atitudes como essas não serão estranhas às terríveis números de seropositivos e de mortos por SIDA no país.

A Europa, por sua vez, exporta um líder religioso que nada encontra de melhor para dizer, a caminho de África, do que considerar que o problema «não se pode resolver com a distribuição de preservativos», pois «pelo contrário, isso só irá complicar a situação».

Já se levantou um coro de protestos, e com toda a razão.
Afinal, como dizia o falecido Abade Pierre, se o sexo fora do casamento é um pecado aos olhos a igreja católica, é criminoso juntar a esse pecado um homicídio.

Sabendo-se que o apelo à abstinência sexual nunca será eficaz em África, tal como não é em qualquer outro lugar do mundo, a absolutização (e generalização aos outros) de um princípio moral que não é sequer cumprido pela esmagadora maioria dos católicos constitui, no quadro presente, mais do que uma imbecilidade. É um crime.

E no caso africano, dadas as elevadas percentagens de infectados, é um apelo ao genocídio.

domingo, 15 de março de 2009

Poetas escondidos

Há muitos anos que nutro um enorme respeito e ternura pelo autor deste livro.

É um homem cheio de bonomia e afabilidade, que o tornam numa óptima e simpática companhia. Mas o comportamento jovial e brincalhão disfarça uma outra característica que sistematicamente observei. As suas atitudes e comportamentos seguem de forma rigorosa, embora expressa com modéstia e naturalidade, uma ética pessoal exigente e assente em pilares que muito valorizo.

Há dias, fui surpreendido pelo seu convite para o lançamento (ontem) deste livro, pois nunca tinha ouvido falar desta sua faceta.
Bonita festa que foi...
E a evidente alegria e orgulho das muitas pessoas presentes era, também, a não menos evidente demonstração do quanto ele lhes tinha dado, antes de lhes dar estas páginas.

Chegado a casa, li o livro.
Gostei.
Mas, de certa forma, pouco interessava o valor estético daquilo que ali encontrasse.
Porque, por vezes, o mundo fica mais rico, apenas por registar as palavras de algumas pessoas boas.

PS: a foto da capa é do autor do Fotojornalismos.

sábado, 14 de março de 2009

Calimeros sem criatividade

Confrontado com uma manifestação enorme, desta vez com carácter geral e não apenas sectorial, o nosso primeiro não arranjou nada de melhor para dizer do que acusar a CGTP de ser instrumentalizada pelo PCP e BE.

É verdade que o PS, ao contrário dos seus congéneres europeus mais antigos, sempre viu os sindicatos como antagonistas e não como parceiros, ou mesmo fontes de legitimação.
É verdade,também, que este secretário-geral partilha muito pouco da cultura social-democrata, mesmo que vaga e mitigada, que por lá se descortinava até tempos recentes.

Mas, raios!... Ir desenterrar esse velho lugar-comum como argumento político?
Que coisa tão semelhante à sua licenciatura, ou aos projectos que assinou e não fez!

Entretanto, ouvi ontem numa televisão que o homem não entregou declarações de impostos durante 4 anos.
Não encontro nada no site do Público. De que será isto sintomático?

(conforme lá indicado, a imagem foi roubada daqui)

sexta-feira, 13 de março de 2009

Incoerências albinas

Estava eu quase a dormir em cima do computador, enquanto pesquisava no Google citações dos meus artigos mais recentes (o que a gente tem que fazer para redigir um relatório com os items que são exigidos hoje em dia, meu deus!), quando fui dar de caras com o Blog do Albino Incoerente.

A "culpa" foi de um link que ele fez para - adivinharam! - o "Gémeos, albinos e prisioneiros desaparecidos: uma teoria moçambicana do poder político".
Mas, como diria o nosso primeiro, foi «porreiro, pá». Com a vantagem suplementar de esse blog ser quase uma base de dados para tudo o que se escreve acerca de albinos.

Para além da referência, deixo uma foto da tigra albina do Zoo de Lisboa, para a colecção do seu autor.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Climate Change ao poder!


Às vezes, a gente passa pelos jornais on-line e dá com notícias boas.

O Prémio Universidade de Lisboa foi esta ano atribuído a Filipe Duarte Santos, um pioneiro na investigação das alterações climáticas, amplamente prestigiado nacional e internacionalmente.

A notícia dá conta do seu percurso e das boas razões que existem para a atribuição deste prémio.
Mas há uma coisa que talvez o júri e quem fez a nota de imprensa desconheçam:
O galardoado é um cientista "duro" com uma grande abertura de espírito às ciências sociais e "atrevido" nos desafios que aceita.

É assim que, por exemplo, aceitou a proposta que a Luísa Schmidt e eu lhe lançámos para, no âmbito de um projecto que conta com uma forte equipa do ICS, desenvolver cenários de impacto conjunto, sobre a erosão costeira, das alterações climáticas e das práticas locais de uso da costa - integrando nos modelos, portanto, variáveis sociais precisas e localizadas.
Assim à primeira vista, até pode não parecer nada de especial. Mas é um muito inovador salto na abordagem dos problemas de erosão, que lhe exigirá uma enorme dose de mestria e criatividade.
Muitos outros ter-se-iam resguardado de desafio exigente como este, de um risco que não precisa de correr; ele aceitou.

Fico muito satisfeito com este merecido prémio, Filipe.
Um grande abraço e até ao nosso desafio comum!

terça-feira, 10 de março de 2009