sábado, 10 de outubro de 2009

Ó p'ra mim a reflectir!


Já que, nas legislativas, fiz publicidade a um amigo de longa data em quem eu próprio não podia votar por ser de um círculo eleitoral diferente, reincido hoje para as autárquicas.

A este moçoilo para a minha idade, conheço-o há uns 28 anos - e sempre me demonstrou que se pode confiar nele e exerceu as várias coisas que fez com uma particular inteligência e competência.
Por isso, se morasse no concelho de Loures (deus me livre e guarde!...), o meu voto era teu, Paulo Piteira.

Boa sorte e bom trabalho.
(Espero que como presidente da câmara.)
ps: fica-te bem a gravata

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

One Man Show

Esta noite, no encerramento de campanha do Bloco de Esquerda para a Câmara Municipal de Lisboa, foi Francisco Louçã quem falou às televisões, e não o candidato ao cargo que vai ser submetido a sufrágio - que, já agora, se chama Luís Fazenda.
Não o fez para aproveitar a ocasião para uma qualquer mensagem geral e nacional - o que, já de si, teria pouco sentido. Falou de Lisboa.
E, olhando as imagens colhidas durante a iniciativa, parece que toda a gente que lá estava achou isso perfeitamente natural. Talvez por isso se ter vindo a tornar um hábito, desde logo a seguir às eleições europeias.

Impressiona-me, de facto, que um partido nascido e criado com uma direcção colegial tenha, tão rapidamente, passado da liderança pessoal que a substituiu para uma imagem de One Man Show.
Mesmo que isso possa eventualmente resultar de alguma avaliação do diferente impacto mediático (em abstracto) das suas figuras mais conhecidas.

Será que não há espaço para que durem, em Portugal, formas de funcionamento partidário inovadoras?
Ou será que os políticos veteranos só as sabem e querem adoptar quando as correlações de forças a isso obrigam?

Entornando o caldo

Talvez pensando mais no "estado-unidense médio" do que no resto do mundo, Barak Obama achou por bem dizer que a atribuição do Prémio Nobel foi uma “afirmação da liderança americana em nome das expectativas de pessoas em todo o mundo”.

É verdade que, neste contexto, "leadership" pode ser uma palavra ambígua.
Mas mesmo essa ambiguidade chegou para me estragar a digestão.

Cura-tudos hightech




(para a colecção do Carlos Serra)

Extemporâneo, ou estímulo ao cumprimento de promessas?

Barak Obama é, merecidamente, objecto de uma simpatia internacional que talvez nunca tenha sido tão generalizada no caso de qualquer outro político norte-americano.
Da mesma forma que representou para os estado-unidenses a esperança de resolução dos seus problemas domésticos, representou para o resto do mundo a esperança de uma radical mudança nas relações internacionais e de rápida resolução dos problemas criados ou reforçados pela Administração anterior.

Desde a sua tomada de posse, o discurso dos Estados Unidos da América para o mundo mudou para um registo incomparavelmente melhor à era Bush, e nem outra coisa seria de esperar.

No entanto, em concreto, naquilo que à paz e direitos humanos diz respeito, os seus 9 meses de mandato apenas produziram (e, provavelmente, seria difícil que produzissem mais) uma atitude mais aberta para com o Islão, um simpático apelo em relação às armas nucleares, as decisão de encerrar a prisão de Guantanamo e de sair qualquer dia do Iraque, a preparação de um reforço do esforço de guerra no Afeganistão e a condenação do golpe de estado nas Honduras.

Isto é relevante, importante e estimulante.
Mas temos pouco de efectivamente feito e temos a continuação de três problemas cuja resolução mereceria, de facto, a atribuição a Obama do Prémio Nobel da Paz: Iraque, Afeganistão e Palestina - onde, parece-me, os esforços têm sido poucos e na direcção errada.

Ou seja, num ano de curiosas atribuições dos Prémios Nobel, este só pode ser entendido de duas formas: ou como uma decisão extemporânea, ou como um estímulo ao cumprimento de promessas por parte do premiado.
Desejando que, pelo menos, tenha esse efeito, confesso que nenhuma das hipóteses me agrada.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Episódios da vida académica



Com um obrigado à Marta.

Portelando no deserto



Confesso que dá muito jeito ter o aeroporto a 4 euros e um instantinho de distância de casa.

Mas confesso, também, que cada vez que lá aterro me admiro que o aeroporto da Portela seja tão seguro, em termos estatísticos.

Os grandes acidentes, no entanto, estão-se nas tintas para as estatísticas.
Podem acontecer a qualquer momento, por conjugações de factores incontroláveis, e por muito grande que seja a qualidade do controle de tráfego, dos pilotos e da manutenção dos aviões - o que, tem-se visto, nem sempre é o caso.
E é mais descansado não imaginarmos, sequer, as consequências que teria a queda de um avião no centro da cidade, que eles sobrevoam a baixa altitude e em condições difíceis de velocidade e sustentação aerodinâmica.

Não acreditando muito nas projecções hiperbólicas de aumento de tráfego aéreo, aquilo que me leva a concordar (contra a minha própria comodidade) com a substituição da Portela por Alcochete são, por isso, os custos de segurança e poluição sonora que o actual aeroporto representa para quem vive ou trabalha nos vários eixos de aproximação às suas pistas.
Eternizar a situação actual (como alguns sustentaram, no debate de ontem entre os candidatos a Presidente da Câmara de Lisboa) é "estar a pedi-las".

Posto isto, o que me preocupa realmente é o uso que será dado áquele enorme terreno, e o potencial de especulação, tráfego de influências e corrupção que ele representa.

A hipótese de uma grande área verde, proposta por António Costa, é bem-vinda mas, para além de talvez excessiva, parece-me de concretização pouco credível, dados os interesses que rapidamente serão mobilizados.

A sua combinação com a proposta de Ruben de Carvalho, que sugere a implantação de novas indústrias não poluentes (e porque não, também, de outras actividades económicas?), pareceria ter vantagens tanto para a qualidade do local enquanto espaço de emprego, quanto para a sua segurança pública enquanto espaço verde e de lazer.

Mas, sem qualquer desconfiança acerca da seriedade e honestidade pessoais de António Costa, temo muito o poder dos interesses económicos (a começar no interior do seu próprio partido) e decisões extemporâneas avançadas em campanha eleitoral, sem resultarem de um amplo debate público e sobre cujo cumprimento poderemos não ter qualquer tipo de capacidade de controlo.
Parece-me que, conforme sustentou Luís Fazenda, será melhor não ir meter, à pressa, o carro à frente dos bois.

Acabei fazendo um "pleno" sintético das opiniões dos candidatos de esquerda?
Talvez não seja por acaso.

Talvez seja necessário, para se chegar a uma solução credível, de interesse público e resistente à manipulação por parte dos grandes interesses económicos privados, partir do debate e conjugação entre estas forças.
Para aumentar essa resistência aos interesses privados, entretanto, seria vantajoso que o BE e o PCP tivessem na Câmara um peso maior do que aquele que é agora previsível, por efeito da ameaça de virmos a ter o menino guerreiro como "prrresidente da junta".

Ou seja que, começando o debate desde já, as decisões fossem deixadas para daqui a 4 anos, por exemplo.
E iriam bem a tempo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Nada se aprende

Hoje ao almoço, pousado na mesa ao lado, estava um número do Diário Económico.

Lancei-lhe um olhar e pensei que era de há uns dois anos atrás.
Mas confirmei que não, era mesmo de hoje.

Um dos títulos dizia «Bolsas ignoram alertas de gurus da economia sobre perigos da especulação».

Parece que o final deste vídeo era francamente premonitório...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O triunfo da tecnologia na ciência


O Prémio Nobel da Física deste ano foi atribuído ao descobridor da fibra óptica (Charles Kao) e aos inventores do sensor que serve de "olho" às actuais máquinas fotográficas digitais (William Boyle e George Smith).

Das duas uma: ou não há mais ninguém vivo cujo trabalho em física fundamental seja merecedor de um Prémio Nobel (o que de facto custa a crer); ou o júri quiz atribuir cartas de nobreza à investigação aplicada - tanto em tecnologia, quanto em negócios.

É óbvio que a fibra óptica veio exponenciar a capacidade de transmissão de dados e o negócio a ela associado, com isso exponenciando outras actividades humanas, incluindo a científica.
É óbvio, também, que os sensores digitais não vieram apenas revolucionar a captação e consumo de imagens e o negócio que lhes está associado, tendo também potenciado outras aplicações tecnológicas - incluindo, de novo, no campo científico.

Também nada tenho, claro, contra a aplicabilidade do trabalho científico e, menos ainda, contra o seu uso em benefício da vida das pessoas. Aliás, mesmo que tivesse, o mundo estar-se-ia nas tintas para isso e teria razão.

Mas premiar estas descobertas que visaram aplicações tecnológicas e comerciais, em detrimento da compreensão do mundo, parece-me mais do que um desvirtuar do espírito do prémio.
Ou, até, mais do que uma dignificação da pesquisa aplicada.
Soa-me, sobretudo, a uma legitimação da cada vez maior submissão do trabalho científico aos princípios do utilitarismo tecnológico e económico.

E não gostaria de viver num mundo em que todos os físicos acabassem em engenheiros.
Até porque, se a modéstia e capacidade auto-reflexiva são limitadas no campo da ciência, são quase inexistentes no campo da tecnologia.
E, lá, a capacidade de fazer mal é muito superior.

domingo, 4 de outubro de 2009

Si se calla Mercedes...

...lloramos nosotros



Mercedes Sosa faleceu hoje, depois de 74 anos aos quais muita gente deve muito e de uma doença renal.

Daquilo que representa para mim, podem fazer uma ideia a partir das suas presenças aí na coluna da direita, ou aqui.
No entanto, a notícia (por muito que fosse esperada, já há uns tempos) perturbou-me particularmente por ter chegado no dia em que um amigo me mandou um vídeo sobre o 11 de Setembro de 1973.

Acerca do que esse vídeo me suscitou e fez lembrar (incluindo do meu próprio 11/9/2001 e de todos os que se lhe seguiram), talvez vos fale um dia destes.
Mas uma das primeiras expressões políticas que lá aparece é "dignidade". Aquela demanda e gatilho tão fulcrais nos sonhos e na acção dos todos da sua cancion. E de que ela foi voz.

'Tá bêim,abêlha

Descansem os mais preocupados com a probidade dos nossos governantes e a saúde da nossa democracia!

O nosso primeiro Sócrates de Sousa nada tem a ver, nem ouviu falar, do descarado e bem pago favorecimento a uma tal de HCL para construtora da Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos da Associação de Municípios da Cova da Beira, quando ele era Secretário de Estado do Ambiente, de cujos serviços dependia a aprovação da coisa.
Não terá, por isso recebido os tais 750 mil euros.
Aliás, nem conhecia o tal engenheiro António Morais até ele o passar a 4 cadeiras por fax, no mesmo ano em que a sua desconhecida empresa ASM foi escolhida para acessorar a questão e, diz a acusação, receber mais de 50 mil euros de "luvas".

Descansem, portanto.
Se o nosso primeiro disse isso por escrito ao tribunal, é porque certamente é verdade.
Em que mundo estarámos nós, se assim não fosse?

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O melhor argumento eleitoral de António Costa


É indubitavelmente este senhor e as suas trapalhadas.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

sábado, 26 de setembro de 2009

Votemos. Pois...


Nas últimas eleições, tive a rara alegria de fazer eleger, de uma vez, o político com cujas posições mais me identifico e o comentador com quem mais concordo.

Com eles agora "degredados", confesso que o entusiasmo com que irei votar no domingo é bastante menor - mesmo se estas eleições são, em princípio, bastante mais importantes que as anteriores.
Será que, com a idade ou qualquer outro fenómeno de estragação, me deu para personalizar a política?

Pensando bem, acho que não é isso.
É claro que preferiria contar, para defenderem aquilo que acho necessário, com as pessoas com quem mais me identifico.
Mas não apenas (nem, talvez, sobretudo) por simpatia, amizade ou abstracta confiança.

Creio que esta súbita necessidade passa, antes, pela consciência de que estaremos, a partir de 2ª feira, perante um quadro bastante volátil de relações de forças e de táticas negociais.
E aí (suponho que é humano, se é que tal coisa existe), sentir-me-ia mais à vontade sabendo que as decisões acerca de o quê e do como fazer seriam tomadas por pessoas cujo carácter conheço e cujas formas de pensar e decidir se aproximem das minhas.

Isto, particularmente, porque existem dois equívocos cuja sedimentação se tem vindo a tornar evidente.

Por um lado, se seria muito surpreendente que o PS não ganhasse com maioria relativa e em forte quebra, enquanto o BE cresce fortemente e o PCP mantém ou mesmo reforça posições, nada disso garante minimamente que essa marcada "maioria de esquerda" se venha a traduzir em políticas públicas, convergências previlegiadas ou dependências parlamentares.
Após 4,5 anos de autismo autoritário, cria-se de facto uma situação radicalmente diferente, na qual talvez Sócrates nem sequer saiba fazer política.
Mas NADA torna essa lógica e desejada abertura à esquerda mais provável do que acordos, deste PS e deste Sócrates, com o CDS (de que houve antecedentes em alturas mais absurdas) ou com o PSD.
Esta última possibilidade é, aliás, dramaticamente reforçada pela necessidade que os porta-vozes das duas forças têm tido de, desmentindo-a, enfatizarem divergências tão supostamente insanáveis quanto irrelevantes na lógica governativa do centrão.

Ou seja, a incerteza e confusão que aí vem irá exigir uma manipulação muito judiciosa da flexibilidade e da firmeza, para a qual gostaria de contar com pessoas em cuja capacidade de o fazer confiasse plenamente.

Um segundo equívoco em marcha tem, temo bem, a ver com o significado, a prazo, dos previsíveis aumento marcante do BE e solidez eleitoral do PCP.
A actual lógica de esperada deslocação de votos e erosão do PS lembra-me singularmente, apesar das inúmeras diferenças, aquela que ocorreu nas eleições em que a APU/CDU teve a sua maior votação em legislativas.
Contra os meus desejos, intuo muito fortemente que, na ausência de uma radical mudança no relacionamento entre BE e PCP (ou de um terramoto social), a votação do BE neste domingo será um pico inigualável durante muitos e bons anos, enquanto à do PCP se seguirá uma erosão bem menos marcada, mas continuada.
Mas aquilo a que assistiremos daqui a umas horas será, quase certamente, a um embandeirar em arco por parte dessas duas forças políticas - que muito provavelmente continuará nos próximos 4 anos, julgando seguras novas subidas futuras.

Também para minimizar essa tendência mútua para o "orgulhosamente sós" e para o auto-comprazimento com as superioridades em relação ao outro (superioridades que ambos os partidos têm, em aspectos diferentes e, afinal, complementares e complementarmente necessários), gostaria, então, de poder votar nas pessoas em quem mais confiasse.
Porque não é por aí que passa uma efectiva alternativa de futuro.

Mas, com o menor entusiasmo que estas preocupações me provocam, lá estarei de caneta em punho, daqui a umas horas.
Quanto mais não fosse, para contribuir para que Portugal seja, na 2ª feira, um país politicamente diferente.

post scriptum: o boneco foi roubado ao Carlos Serra.

Promessas feitas para não serem cumpridas

Juro que não volto a ir a dois aniversários infantis na mesma tarde!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O "Companhia de Moçambique" está vivo!

Ontem, fui dar uma voltinha ao "Companhia de Moçambique" para, como de vez em quando faço, clicar aleatoriamente num qualquer ponto do seu arquivo e me maravilhar com as fotos e postais antigos, a maioria das vezes acompanhados de dados historicos e documentos.

Sempre pensei que esse blog constituía, para o seu autor, um trabalho terminado, já que não havia um post novo desde 2005.
E parece que era esse o caso. Mas deixou de ser.
Sem prometer «muito movimento e produção», lá nos brindou com muito e interessante material sobre os navios das "linhas de África". E a coisa irá continuar.

Quem o conhece, fique a saber que o "Companhia de Moçambique" está vivo!
Quem não conhece, aproveite para conhecer.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Um gajo em quem vale a pena votar

Fui hoje (ontem) participar, enquanto espectador entusiasta, nas acções de campanha eleitoral de um amigo de longa data.
Curiosamente, é candidato a deputado num distrito em que vivi durante alguns anos e que me continua a dizer bastante. Um distrito onde (curiosamente, ainda) um outro conhecido de longa data, que muito respeito, é também cabeça de lista, por outro partido.

Tirando a qualidade do almoço que constituia uma das acções, foi um dia de surpresas agradáveis, ou em que reforcei as boas imagens que já tinha.
Sobre a seriedade, a capacidade, o jeito, a pertinência e importância das propostas.
Será (assim o espero, mas para isso são necessários os papelinhos nas urnas, que a eleição não está certa) um deputado que, de facto, vale a pena.

Vivendo em Lisboa, não posso votar nele.
Mas, se estão no distrito de Santarém, pensam nisso.
Eu não hesitaria. E sem ser pela amizade.

domingo, 20 de setembro de 2009

Muito Bom Com Calinadas

A suspensão do processo de avaliação profissional do juíz Rui Teixeira, que foi instrutor do "Processo Casa Pia", está a fazer correr alguma tinta.

A razão tem a ver com o facto de apenas os membros do Conselho Superior da sua corporação que foram indicados pelo PS se terem oposto a que recebesse uma classificação de "Muito Bom".

Para muitos observadores, isso configura (ou levanta a suspeição de) uma interferência partidária no poder judicial. No que, provavelmente, até terão razão.

O que me espanta, contudo, é outra coisa.
Tendo esse meretíssimo juíz visto algumas das suas decisões fulcrais ser anuladas por instâncias superiores devido a "erro grosseiro" (ou seja, devido a um grau inaceitável de incompetência profissional - daqueles que a nós, vulgares mortais que não somos juízes, nos levariam ao desemprego ou à destruição da carreira), como é que apenas 3 membros do seu Conselho Superior acham que é um pouco de mais classificá-lo como "Muito Bom" - e, possivelmente, o fizeram por interesses partidários e não por mero bom senso, ou razões deontológicas?

Parece que os juízes vivem, ou pensam viver, num mundo muito diferente do nosso.
O que é um bocado chato, tendo em conta que ficamos à sua mercê, a partir do momento em que tenhamos que entrar numa sala de tribunal...

sábado, 19 de setembro de 2009

Mas há outra forma de recolher informações?


Sete ex-directores da CIA escreveram uma carta pedindo o fim dos inquéritos a práticas ilegais de tortura por parte da sua malta.

É uma cena que desmoraliza o pessoal, que até já se julgava ilibado por anteriores inquéritos-fantoches - dizem eles.

Especialistas mal-dizentes apontam duas outras razões de peso, para acabar com essas graves acções civilizacionais e de controle politico-democrático por parte do Presidente lá do sítio:

- Se os políticos dão em controlar a tortura, os agentes da CIA teriam que passar a recorrer a técnicas de recolha de informações que estão muito para lá das suas capacidades e QI.

- A tortura é um direito laboral adquirido. "Molhar a sopa" faz parte da tabela remuneratória, assim tipo ajudas de custo, automóvel de serviço ou cartão de crédito da empresa.

A julgar pelo que escreveu em livro quando era director do SIS, o nosso ministro da administração interna certamente concordará com estas preocupações.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

maningue Antropovistas

O Antropovistas foi actualizado com dose tripla:

Luís Patta no Cambodja
Vera Azevedo no Largo de São Domingos, Lisboa
este vosso criado na marcha do Dia Africano da Medicina Tradicional, em Maputo