quinta-feira, 18 de junho de 2009

A profunda tradição luso-esgraçadinha da entrevista do nosso primeiro, esta noite

... esperemos que lhe achem menos graça que ao fado, ou estamos lixados.

2 comentários:

Luis Melo disse...

Ontem na entrevista de José Sócrates à SIC pudemos ver a diferença do tom e da forma como falou, entre esta entrevista e a que deu à RTP em Abril.

A diferença de tratamento que o PM teve para com Ana Lourenço, em comparação com Judite de Sousa foi abissal. Tratou a jornalista com delicadeza, simpatia e compreensão. Em Abril tinha chamado ignorante (entre outras coisas) a Judite de Sousa.

Como se esperava Sócrates tentou mudar de personalidade "parte-se-me o coração ao saber que o BPP mentiu aos clientes que lá tinham as poupanças de uma vida". Só que o disfarce de homem humilde, suave e modesto caiu quando Sócrates falou do défice das contas públicas: "se perguntar qual foi o primeiro-ministro... ou melhor, esta pergunta seria muito imodesta, qual foi o período em que o défice foi menor..."

A propósito da crise económica e financeira, Sócrates volta a falar dos EUA, da Rússia e... da Irlanda (coitada da Irlanda que está sempre a ser massacrada por este Governo). Sócrates é o melhor líder da oposição na Irlanda. Mais uma vez lhe digo, com o mal dos outros posso eu bem.

Falando de assuntos que me é caro, o PM disse que melhoramos os resultados escolares. Pudera !! Nestas semanas de exames nacionais, ouve-se os alunos dizer que os exames são fáceis. Nunca, em tempo algum, se viu alunos dizer que as provas específicas, de aferição, etc. fossem fáceis. Porque de facto não o eram, não poderiam ser porque tinham de ser exigentes.

Para finalizar, Sócrates disse que "o problema do país é termos partidos e políticos que fazem uma coisa no governo e o contrário na oposição". Pois é, tem toda a razão, mas será que lhe terei de relembrar o que disse aqui? pois... olhem para o que eu digo, não para o que eu faço.

AGRY disse...

Queria pedir-lhe que passasse pelo Solidário! Eu sei que ainda não é Natal! Importa-se?
Obrigado