sexta-feira, 19 de outubro de 2012
domingo, 25 de março de 2012
Precisões retóricas
Pela voz de uma personagem de meia-maratonista, a Ana Bola acaba de criar, no "Estado de Graça", a frase-mestra para o governo e para quem mais, à direita ou à esquerda, a carapuça sirva: «Eu não estou perdido. Eu não sei é onde é que estou.»
terça-feira, 13 de março de 2012
Porque é que Deus nunca passou de um cientista com contrato precário
1. Só produziu uma obra relevante
2. Não tinha referências
3. Não publicou em revistas ISI
4. Alguns até duvidam que fosse ele próprio quem escreveu
5. Pode ser que tenha criado o mundo, mas o que é que ele fez desde então?
6. A comunidade científica teve grandes dificuldades em replicar os seus resultados
7. Nunca pediu autorização à Comissão de Ética para fazer experiências com humanos
8. Quando uma das experiências deu para o torto, tentou esconder o facto, afogando os objectos de estudo
9. Quando os objectos de estudo não tiveram o comportamento previsto, eliminou-os da amostra
10. Raramente apareceu nas aulas; limitou-se a mandar os estudantes lerem o livro
11. Alguns dizem que chegou a mandar o filho ensinar os alunos
12. Expulsou os seus dois primeiros alunos, por terem aprendido
13. Embora só exitissem 10 exigências, quase todos os alunos chumbaram no seu teste
14. Era raro aparecer no trabalho, e normalmente só no cimo de uma montanha
15. Não há registo de se dar bem a trabalhar com colegas
Consta que protestou um concurso, alegando que os membros do júri nunca haviam cumprido várias das exigências que lhe faziam.
Ter-lhe-á sido respondido que muitos dos que fizeram aquilo que ele não tinha feito (e que não fizeram aquilo de que ele era acusado) também tinham dado com os burros na água. E que, de qualquer forma, as decisões divinas não são para questionar.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
«País de Programa»
Está bem que o o "programa" deve ser, supõe-se, o de "reajustamento", imposto pela troika. Mas...
Terá sido uma metáfora sibilina?
Uma auto-crítica involuntária?
Um lapso freudiano?
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Eh, pá... Não batam mais no Nibinho!
Têm que compreender. O homenzinho não está habituado a estas coisas, pá!
Os tempos onde está a cabeça dele são outros, de respeitinho e "safanões dados a tempo"...
Ah! E, já agora: se o encontrarem não digam a ninguém.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Escandalosa xenofobia e discriminação social
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Foi aquele menino que mandou, s'tôra!...
João Proença diz que negociou e assinou o chamado "acordo de concertação social" por os dirigentes comunistas da CGTP-IN o terem pressionado a isso.
Depois de o homem se desbroncar desta maneira, impõe-se que alteremos quase tudo o que pensávamos acerca da história laboral e sindical dos últimos 38 anos:
1 - Afinal, o fim da unicidade sindical, que levou o PS à Fonte Luminosa, não passou de uma maquiavélica manobra do PCP, para abrir espaço a uma segunda central sindical que fizesse o trabalhinho sujo.
2 - Quando o Maldonado Gonelha declarou como seu objectivo governativo «partir a espinha à Intersindical», estava só a reinar. Queria era fazê-la de vítima, para suscitar simpatias populares. O homem é mas é um cripto-comuna.
3 - A UGT foi engendrada nos escuros gabinetes da António Serpa, com o objectivo de assinar as coisas que os comunas não podem assim às claras, dando à CGTP-IN um ar de quem defende os trabalhadores.
4 - O João Proença (e, certamente, o Torres Couto) são, afinal, indefectíveis comunas infiltrados entre os xuxas e os laranjinhas, recebendo ordens directas do 5º andar da Soeiro Pereira Gomes.
5 - Vai-se a ver bem, os comunas é que mandam nas maçonarias e na Opus Dei. Nós é que somos uns anjinhos e não vemos.
Ou, então, a coisa pode ser vista sob outro prisma:
- Então o menino Joãozinho foi assinar uma coisa que tem estas e estas consequências?
- Mas... Foi aquele menino que mandou, s'tôra!...
O que vale é que o ridículo não mata...
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Parece que alguém tem andado a meter o testículo em virilha alheia
A generalidade da população, dos trabalhadores, dos jovens, dos desempregados e dos reformados e pensionistas está a pagar a factura de uma crise que não provocaram. (…)
Neste sentido, o Conselho Nacional da CGTP-IN, reunido a 18 e 19 de Outubro de 2011, decide:
(…)
■Convocar uma Greve Geral para o dia 24 de Novembro de 2011, contra a exploração e o empobrecimento; por um Portugal desenvolvido e soberano; pelo emprego; salários; direitos; serviços públicos;
■Promover, através das Uniões Distritais de Sindicatos, no dia da Greve Geral, acções públicas em diversos Distritos para dar expressão pública à indignação geral contra a política de direita e as posições retrógradas do patronato, e exigir uma mudança de política que respeite e valorize os trabalhadores e assegure o desenvolvimento económico e social do país.» (os destaques a bold não foram acrescentados, estando conformes ao documento original)
Parece que, para a direcção da CGTP-IN, não é evidente que houvesse uma conexão entre as “reiteradas exigências de manifestações em dia de greve” e um qualquer “discurso anti-sindical”. E, se por acaso achou que havia, parece que tem suficiente consciência da incomparável importância e força do movimento sindical (em termos absolutos e em comparação com os restantes e louváveis movimentos sociais) para não subordinar o impacto e capacidade de mobilização da Greve Geral a sectarices mesquinhas.
Parece que, para a direcção da CGTP-IN, não é evidente que uma Greve Geral seja uma coisa que só diga respeito aos trabalhadores assalariados, devendo a restante população arranjar nesse dia um entretém qualquer e não chatear. Parece que, pelo contrário, considera que o seu protesto e reivindicações são expressão dos interesses da população e do país. E parece que, pelo contrário, não só considera bem-vinda a mobilização cívica dos desempregados, dos jovens, dos reformados e da população em geral, como acha que cabe ao movimento sindical organizar, por todo o país, acções públicas no dia da Greve Geral, onde os trabalhadores e a restante população possam dar expressão pública à sua indignação.
Parece que, para a direcção da CGTP-IN, não é evidente que a realização de piquetes e a paralização dos transportes públicos sejam impedimento à organização e realização de acções públicas.
Parece enfim que, para a direcção da CGTP-IN, não é evidente que a forma mais eficaz, pura e justa de fazer uma Greve Geral na situação que atravessamos seja, por definição, ter um garboso e empenhado punhado de activistas nos piquetes e o resto dos grevistas em casa ou a passearem nos centros comerciais.
Também parece que, como diz (em versão mais vernácula) uma conhecida expressão popular, andou por aí muito boa gente a meter o testículo em virilha alheia.
Ou, para usar uma outra colorida expressão popular, parece que andou por aí muito bom mestre de revolução e sindicalismo a querer ensinar o pai a fazer filhos. De forma evidente. E por definição.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
Transculturalidade desportiva
Apesar disso, as empregadas domésticas sul-africanas aprenderam umas coisas com os All Blacks...
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Tudo bem, desde que eu continue a gastar à tripa-fôrra e vocês paguem a factura, lá no contnênte
quinta-feira, 31 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
domingo, 6 de março de 2011
Citações de café (31)
- Ainda acabamos todos de calças à boca de sino...
- Antes de calças à boca de sino que de tanga!
terça-feira, 1 de março de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
"Coelho e EUA, o mesmo combate" a.k.a. "O próximo anti-americanismo do CDS-PP"
Visto o texto, não há nada de muito revelador sobre as eventuais questões de corrupção, nem acerca das altitudes a que elas chegaram.
A coisa até que parece varrida para o lado, por esta frase que quase reduz um mundo de transacções mortíferas ainda mais lucrativo que o das drogas ilegais a uma questão de volição infantilizada de uns quantos meninos mimados.
Mas que diz isso, diz. Tal como o disse o patusco do Manuel Coelho, lá para o Largo do Caldas.
Nada de muito original como ideia, de facto.
Estaria até capaz de apostar (embora já faça mesmo muitos anos que estou afastado de tais lides) que há de ter corrido pelos quarteis algum panfleto sigiloso, com o boneco do então ministro Portas na banheira, de chapéu de almirante na cabeça e a brincar com um submarino.
E, se não correu, é porque os militares estão a perder o seu rude sentido de humor castrense e a sua capacidade de gozarem de forma óbvia com aquilo que é evidente. O que seria uma grave perda para a cultura nacional.
Claro que é chato isto vir dos mesmos cámones que nos obrigaram a gastar fortunas em inúteis fragatas caça-submarinos e que nos pagam o uso das Lajes com material militar maningue fino, em segunda mão. Mas, enfim... cada um tem os amigos e a coluna vertebral que pode.
Contudo, há algo que me cheira, e a que acho alguma piada.
É que, para o senhor dos submarinos, ser assim tratado, pelo amigo americano, como um infantil paisano salivando perante brinquedos caros deve ser pior do que a revelação de suspeitas do foro criminal.
E como "Le partie c'est moi", será que ainda vamos ver o CDS-PP dar uma súbita guinada, tornando-se resolutamente anti-americano?

















