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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Do despejo como discurso político


(técnicas de despejo, ou "como eu gosto de molhar a sopa" - foto JN)

Conforme será evidente para qualquer observador, o despejo da Es.Col.A da Fontinha pouco tem a ver com uma mera questão legal acerca de propriedade e uso de espaços públicos.

Mas se até poderá ser, conforme escreve o Nuno Ramos de Almeida, «uma acção para limpar e destruir um sítio que provava a imensa incompetência de um homem que age como um pequeno ditador» (o presidente da câmara, Rui Rio), tão pouco me parece ficar-se por aí.
E muito menos me parece que se fique por aí o grau de violência utilizado pelas forças policiais e a sua imediata combinação com o lançamento, janela fora, dos livros, equipamentos e mobiliário que os dinamizadores do projecto e os moradoers do bairro ali tinham juntado, para as actividades didácticas.


(imediata destruição de equipamentos e propriedade alheia)

Quando olhamos para esta actuação policial e municipal, para o actual aumento da frequência e violência de rusgas em bairros pobres, para os relatórios das direcções do SIS e da PSP que fazem doutrina e são cuidadosamente escoados para os jornais, para o uso extensivo de agentes infiltrados na manifestação do M15O na penúltima Greve Geral e a repressão do seu desfile na última, tudo indica que existe um padrão geral e que aquilo que está em causa é mais vasto.

Temo bem que, mais do que uma idiossicrática reacção autoritária de alguém que sentiu a sua autoridade desafiada, o que esteja em causa seja o tipo desse desafio - e que, mais do que as relações de poder a um nível local, o que esteja em causa seja a actual paranoia securitária do "inimigo interno", que parece ter-se consolidado numa fase de o tentar "fazer saltar".

Explico-me.
Incapazes de compreender que o potencial de violência, decorrente da actual e galopante precarização de vida, radica nos mais comuns dos cidadãos por ela violentados, as pessoas que realmente agarram as rédeas da segurança pública continuam a apostar na busca e controlo de "inimigos internos".
Não conseguindo colar esse selo aos sindicatos e partidos institucionalizados, procuram os tais inimigos públicos nos movimentos recentes, que encaram como "tipo anarquistas" e potencialmente proto-terroristas, mas que têm dificuldade em espiar e controlar pelas técnicas habituais, devido à sua fluidez e pouca estruturação.
Nada se passando de particularmente perigoso que possa legitimar uma escalada repressiva ou medidas de excepção que violem legalmente direitos fundamentais, tudo indica que procuraram criar essa situação de perigo. A 24 de Novembro, a coisa não resultou. Tão pouco resultou a 23 de Março, pela evidente e chocante desproporção entre a actuação policial e aquilo a que supostamente reagia.

Neste quadro, o aumento e musculação do controlo sobre aqueles que não têm direito a ter direitos (pela sua pobreza, tom de pele e por se conseguirem sempre caçar uns quantos "imigrantes ilegais", mesmo que cá tenham nascido) tanto pode ser um treino, como uma mentalização, como uma tentativa algo canhestra de "isolar problemas" - ou tudo isso em conjunto.

Mas o concomitante "despejo" da Es.Col.A da Fontinha, projecto "alternativo" e auto-gestionário de serviço público e comunitário, traz consigo toda a marca do "inimigo interno" que teima em fazer coisas e em protestar sem se tornar no terrível e violentíssimo actor dos «piores tumultos desde o PREC».
Um inimigo que, falhadas as tentativas anteriores, urge "fazer saltar", tumultuando à luz do dia em reação à violência que lhe é dirigida. E que, dada a tal natureza fluída e pouco estruturada, é mais fácil de espicaçar num espaço físico e delimitado de actividade - com a vantagem suplementar de, por auto-gestionária que seja, essa actividade ter necessariamente que ser estruturada.
O facto de a ocupação desse espaço abandonado pelos poderes públicos não corresponder aos cânones da legislação sobre a propriedade é uma boa desculpa.
O facto de a actividade lá desenvolvida ser muito valorizada pelos que ali ofereciam o seu tempo e esforço e pela população do bairro tem a vantagem (para essa securitária gente) de o aguilhão entrar mais fundo e fazer mais mossa.

Temo bem que a violência exercida sobre os activistas e a população da Fontinha (e sobre o seu esforço colectivo) não seja, então, apenas uma caturrice autoritária, ou sequer um exemplo para desencorajar ideias semelhantes.
Parece-me que, mais do que uma chocante reposição de uma ideia de legalidade e respeitinho, o seu intuito será sobretudo outro: suscitar violência por parte de quem se sente atingido ou solidário.

Mas isso quer também dizer que quem puxa os cordelinhos da 'segurança pública' (a alguns dos quais poderá até estar pendurado o Ministro da Administração Interna) são actualmente os principais agentes da insegurança pública.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Como ontem evitei levar um enxerto de porrada de um amigo de longa data





Quando ontem cheguei ao Rossio, atrasado pelo almoço familiar que se atrasou pelo meu atraso num piquete de greve, o desfile já tinha começado a andar.
No final, esperando para seguir, estavam uns panos sobre precariedade, que vim bem mais tarde a saber pertencerem aos Precários Inflexíveis.
Precário que sou (embora a prazo relativamente longo, pelo menos até ver), passou-me pela cabeça e pela fala arrastar a família até ali. Mas, como nenhum de nós gosta de fechar manifs, depressa decidimos ir andando ao nosso ritmo, atravessando os vários grupos que fossemos encontrando ao longo do habitual pára-arranca manifestacional.

O primeiro desses grupos estava todo com coletes da greve, e comecei logo ali a partilhar cumprimentos com pessoal conhecido, incluindo um abraço mais efusivo a um amigo de longa data, a quem muitas cumplicidades me unem. Um daqueles tipos franzinos e entradotes, mas que gostamos de ter ao nosso lado se nos virmos em apuros.

Muito percurso e cumprimentos depois, lá entrámos no largo da Assembleia, já na cabeça da manif.
Cansados, fomos beber um cafézinho (actividade discutível em dia de greve, bem sei...) para criarmos a sensação de recuperarmos forças.

De regresso à molhada, vimos que houvera um sururu, já acalmado.
Segundo a irónica resposta de um colega a quem perguntei o que se passara, tinham sido «divergências ideológicas, os trolhas a dar porrada nos artistas». Outro, já num registo sarcástico, acrescentou que era «a luta de classes».

Percebi, por fim, que o simpático grupo onde se encontrava aquele amigo de longa data, ao lado de quem estarei no primeiro aperto que nos aperte - e que eram, afinal, parte da segurança oficiosa do acontecimento - tinha agredido pessoal do grupo que, integrado na manif, os seguia desde o Rossio, para que os seus panos não entrassem no largo.

Fiquei a saber que, caso eu e a minha família não tivéssemos preferido ir noutro sítio que não a cauda da manif, podia bem ter levado um enxerto de porrada do meu velho amigo. Ou não o ter levado, simples e exclusivamente, por sermos amigos desde há muito.

Há qualquer coisa que não bate certo nesta história, não é?
E não me parece que o que não bate certo seja eu.

José Goulão, da LUSA, ontem no Chiado

Mais um perigoso inimigo interno, que se passeava armado com uma máquina fotográfica profissional!
Terríveis e assustadoras coisas, a democracia e a liberdade de informação...

A PSP continua a fazer a notícia, em dias de Greve Geral - 1




(foto Hugo Correia, Reuters)


Ao que tudo indica, a brutal e repetida agressão policial à foto-jornalista Patrícia Melo Moreira, cuja imagem já correu mundo, não foi um aleatório resultado de uma situação de confusão.


Foi deliberada e direccionada, conforme se verifica neste video, em que se vê o agente em causa dar três súbitos passos em direcção a ela, agredi-la com o bastão e recuar - antes de, segundo declarações da própria às televisões, lhe voltar a bater várias vezes quando se tentou levantar do chão.


E ocorreu imediatamente depois de ela tirar esta foto:



(foto Patrícia Melo Moreira, AFP)


Toda a carga policial parece ter sido ilegítima (e, consequentemente, um ilegal abuso de poder, mesmo em relação às normas de actuação das forças policiais, em ocasiões similares), já que não basta para tal o arremesso de ovos a bancos ou algum insulto à mãezinha deste ou daquele agente, que não há testemunho de qualquer arremesso de objectos às forças policiais antes de ela ocorrer e que, conforme as fotos publicadas pelo El País mostram, as esplanadas estão intactas - e até com turistas, que levantam as mãos como num filme do far west.


No entanto, a agressão brutal, repetida, deliberada e direccionada a uma jornalista enquanto fotografa a actuação policial é de um tipo de gravidade ainda mais sério.


Entre isso e um soldado que dispara sobre um jornalista que cobre a sua actuação em teatro de guerra, a diferença está na arma de que dispõe e nos danos que esta é capaz de causar; não na motivação e intenção do acto.


Que sejam tiradas desse facto as necessárias consequências. Criminais e quanto à selecção, formação, direcção no terreno e orientação política da actuação de tais forças policiais.


E que, enquanto cidadãos, não deixemos que tal não aconteça.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Bichaninho, bichaninho!...





Embora esta notícia careça de confirmação (através das muitas fotos e filmagens que certamente terão sido feitas), chegou-me já de duas pessoas que ainda estavam em S.Bento na altura das tensões entre a polícia e participantes no desfile promovido pelo M15Out.

Ambos me dizem que um dos mais activos instigadores da ocupação da escadaria, careca e vestido com t-shirt preta, pouco depois atravessou calmamente a barreira policial e se foi juntar aos comandos policiais que estavam junto da entrada da AR.

Alguém tem fotos?
Haverá certamente mais bichanos vestidos de coelhos, mas sempre é bom ir identificando tal espécie.



Actualização de informações: a t-shirt do tareco em causa tinha mangas compridas e ele foi visto, depois, a dirigir-se para a carrinha das detenções, onde deverá ter sido filmado pelas televisões que estavam no local.

Há quem faça greves gerais e quem faça happenings





Há quem pare o país, e quem ache mais importante mandar garrafas de cerveja aos polícias.

Ha quem tenha como objectivo parar a política de austeridade e criar soluções alternativas, e há quem tenha como objectivo ocupar as escadas exteriores da Assembleia da República.

Há quem queira mostrar a força que os trabalhadores podem ter num país, há quem queira mostrar a força que uma multidão pode ter a empurrar barreiras metálicas.



A cada um, afinal, o seu sentido daquilo que é importante em política e daquilo que é politicamente importante na situação actual.


Mas montar-se às cavalitas de uma extraordinária greve geral e do movimento sindical, para a marcar mediaticamente com tão transcendentes objectivos e práticas, revela uma dupla pequenês, para além doutras que existam:

A pequenês de carneiros à cornada ao cão do pastor, em vez de ao dono da agropecuária que paga ao pastor.

A pequenês de quem se mete a reboque de quem tem a força e a capacidade mobilizar uma greve geral para, mobilizando pessoas em nome dela, fazer o seu happeninguesinho.


Há quem faça greves gerais. E há quem pareça fazer tudo para que os media não falem delas, mas de fait divers.

Bem-vindos à equipa dos produtores de notícias sobre futebol, estende-lhes a mão, sorrindo, Miguel Relvas.

domingo, 30 de outubro de 2011

«Se fores preso, camarada»


No tempo da outra senhora, era um caderninho de conselhos em papel-biblia.


Agora, em apoio ao movimento Occupy Wall Street, um grupo de programadores disponibilizou uma aplicação livre para telemóveis que, com um toque, avisa o advogado e familiares que o seu proprietário está a ser preso (e em que sítio isso está a ocorrer), transmitindo depois a notícia aos media.

Entretanto, o grave ferimento de um veterano de guerra, atingido pela polícia de Oakland com uma granada de gás lacrimogéneo na cabeça, está a fazer crescer a adesão de ex-militares aos protestos.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Tirar alguma vantagem de uma má situação

Monitorizar a febre de uma criança, que num momento de distração pode disparar para os 40º, deixa poucas alternativas de outras coisas para ir fazendo.

Mas dá, por exemplo, para ir relendo uma longa reportagem sobre a Palestina ocupada, escrita em banda desenhada.

Na verdade, uma marcante experiência de leitura.
Ou, como Edward Said escreve no seu prefácio, «Um trabalho político e estético de extraordinároa originalidade, bem diferente de qualquer outro nos longos, frequentemente pomposos e desesperantemente deformados debates que têm ocupado Palestinianos, Israeliras e os seus respectivos apoiantes. Com excepção de um ou dois romancistas e poetas, ninguém alguma vez deu conta deste terrível estado de coisas melhor do que Joe Sacco.»

Não aconselhável, contudo, a quem só goste de desenhos a cores ou de relatos a preto-e-branco.

domingo, 23 de outubro de 2011

Um conselho militar



Depois do alerta lançado pela Associação Nacional de Sargentos ao governo, para que não conte com os militares para reprimir a população, a convocação da manifestação de militares (acima) e as concomitantes declarações do presidente da Associação 25 de Abril têem-me trazido à memória uma frase castrense que, em Stª Margarida, os soldados mais antigos ensinavam aos ainda assarapantados recrutas:

«Quanto mais te agachas, mais o cu se te vê»

Também é, creio eu, um bom conselho a dar aos civis.

sábado, 22 de outubro de 2011

touche pas a mon Che

Talvez alguém devesse dizer a certos bloguistas da nossa praça que, independentemente do que cada um pense da insurreição líbia desde que houve intervenção da NATO, tentar apresentar um ditador megalómano, sanguinário, patriarcal e ridículo como se fosse a re-edição do Che Guevara constitui um obsceno insulto ao património comum de toda a esquerda com memória.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Espiões, polícias e tumultos

Já está disponível online, aqui, o programa Discurso Directo onde debati o relatório de chefias do SIS e da PSP em que estas especulam sobre a proximidade dos «tumultos mais graves desde o PREC» e a necessidade de se prepararem para isso e de controlarem os "instigadores" e "cabecilhas".

Para quem não tenha tempo de visualizar o vídeo (ou para vos aguçar o apetite, ou a repulsa), aqui deixo uma síntese da minha apreciação inicial acerca da coisa.





- O que foi tornado público do relatório é suficientemente preocupante para que ele seja divulgado na íntegra. Por aquilo que é conhecido, trata-se de um documento que diz mais sobre quem o escreveu do que sobre a realidade que pretende analisar. Suscita, pelo menos, 5 constatações e ilacções relevantes:

- Que as chefias policiais e dos serviços de espionagem interna estão bem conscientes de que a situação social é tão violenta para as pessoas que pode suscitar reacções violentas.

- Que essas chefias (seja por deficiente capacidade de análise, seja por inércia e deformação profissional, seja por ambas) não situam o risco de tumultos nos cidadãos "comuns", precarizados, subitamente empobrecidos e marcados pela incerteza e indignação quanto ao seu futuro e subsistência, mas em conspirativos grupos de activistas. Não procuram o risco na situação social; procuram "inimigos internos".

- Que, devido a esse centramento no (e busca do) "inimigo interno", se justificam preocupações quanto a abusos sobre os direitos de cidadania, as garantias e liberdades democráticas dos cidadãos. É plausível que alguns desses abusos (designadamente escutas ilegais, violação de correspondência electrónica e infiltrações) já estejam a ser cometidos sobre os "suspeitos do costume", tal como aliás já aconteceu no passado com sindicatos e determinados partidos políticos.





- Que se reforça uma dúvida, já antes justificada, acerca daquilo que as chefias policiais e dos serviços secretos consideram ser a sua missão e razão de existência. Acham que é defender os cidadãos e a segurança pública, conforme é suposto e legalmente consignado? Ou acham que é defender o governo que estiver em funções e as políticas que aplique, inclusive da contestação dos cidadãos expressa por meios legais?

- Que se justifica cada vez mais a atenção crítica de todos os cidadãos relativamente ao medo que lhes é instigado. Não apenas o medo da repressão violenta de protestos, de que este documento e a mentalidade que lhe subjaz constituem ameaças (pouco) veladas. Mais importante do que isso, para que o medo e o discurso da insegurança não os façam aceitar como coisas normais e inevitáveis os abusos sobre os seus direitos, liberdades e garantias.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

In the land of the free



Fazendo soar desconfortáveis alarmes, nestes dias em que foi tornada pública a preocupação das chefias do SIS e da PSP para com os "piores tumultos desde o PREC"...

E a polícia, pá?

Diz o cartaz do senhor da foto, participante no movimento de ocupação de Wall Street:
«A polícia de Nova York está a um despedimento colectivo de distância de se juntar a nós».
O que parece fazer trabalhar as meninges do very tipical agente da autoridade que está ao seu lado.

Será, também, por preocupações como esta que os chefes da PSP e do SIS se entretêm a fazer relatórios que prevêm «os piores tumultos em Portugal desde os tempos do PREC»?

(A notícia é do DN, que já não a tem na sua página de abertura online)

domingo, 2 de outubro de 2011

Querem telefonar?

Parece que vou voltar a discutir crise e tumultos na TVI 24, esta segunda-feira das 15 às 16h.

Como o programa, o «Discurso Directo», tem participação telefónica dos espectadores, suponho que estamos todos convidados.

terça-feira, 15 de março de 2011

Lock-out, aquela coisa sexy

Tal como em 2008 (aqui, aqui, aqui e aqui), um lock-out de patrões da camionagem é, nos media, uma greve de camionistas.

E é provável que, tal como em 2008, o resultado seja o mesmo.

Afinal, se (para cobrir as asneiras governativas que se fizeram) se rouba quem trabalha, os reformados e os despedidos, mas se poupam os privilégios fiscais dos bancos e especuladores financeiros, porquê mudar de receita?

Assim como assim, o que se passou há uns dias atrás foi irrelevante; o pessoal há de amouxar. E, aqui entre a gente, quem governa não governa a vida de pessoas.
Governa outras coisas bem mais abstractas - assim a modos que o país, a pátria, ou o Terreiro do Paço, a zona de São Bento, ou quanto mais não seja o Largo do Rato.

Que a coisa seja uma greve de camionistas, então.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Os eunucos...

... no reino do Bahrein e na Líbia.

"E quando os mais são feitos em fatias, não matam os tiranos, pedem mais."


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Um Ministério mariconso


Dois serviços do Ministério da Educação bloquearam uma campanha contra a homofobia e o bullying homofóbico nas escolas.

É caso para dizer que, ao contrário dos gays e das lésbicas, o Ministério "não tem tomates".

Ou, então, é ainda pior do que isso.