sábado, 12 de fevereiro de 2011

Balas, gases, estilhaços e tifo, sim. Vergarem a mola é que não.

Descobri através do Jonathan Hyslop este site fascinante, com fotos do "South Africa Native Labour Corps", na I Guerra Mundial.

Parece que. mesmo morrendo que nem tordos nas trincheiras (a maior parte das vezes por incompetência, pedantismo e desumanidade dos seus aristocráticos generais), havia quem precisasse que fossem pessoas com a pele mais escura a fazerem o trabalho braçal.

Isto, pelo menos, na perspectiva dos tais generais e dos poderes públicos.

Porque (facto normalmente pouco conhecido hoje em dia, talvez devido ao peso simbólico da longa e heroica epopeia anti-apartheid), havia por essa altura na África do Sul um forte movimento operário e sindical "branco" que, metralhado em insurreições revolucionárias pelos mesmos generais que os tinham mandado para a morte na Europa, se tentou unificar com os operários "negros".

Parece que levaram um pouco de tempo de mais a perceber que, numa sociedade tão capitalista como era já a África do Sul no início do século passado. a classe importava mais do que a cor.
Tivessem percebido mais cedo, e talvez o apartheid nunca tivesse existido, e talvez o colonialismo tivesse durado muito menos tempo, em África.

Mas a vida passada é o que foi, não o que poderia ter sido...

2 comentários:

LOUVA A GREVE PERMANENTE EM DEUS disse...

os gregos colonizaram o mediterrâneo

os jagas o congo

os bantus o sul de africa

os tutsis os grandes lados

há sempre colonialismos

e segregações


os de Alcaíns são cães
os da Zebreira nem cães são

(Paulo Granjo) disse...

Vida dura, por Alcaíns e Zebreira (essas conheço, culpa do Eanes)...